Finbarr Oreilly/Reuters
Finbarr Oreilly/Reuters

Retrospectiva 2011: Ben Ali, presidente da Tunísia, deixa o poder

Imolação de jovem tunisiano dá início a onda de protestos que acaba forçando presidente a se exilar

estadão.com.br,

20 de dezembro de 2011 | 17h41

TÚNIS, TUNÍSIA, 14 DE JANEIRO - Quando um tunisiano desempregado ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra as condições econômicas e sociais na Tunísia, não sabia que se tornaria um símbolo de revoluções que se espalhariam por toda a região e ficariam conhecidas posteriormente como Primavera Árabe.

 

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O rapaz que se imolou, em 17 de dezembro do ano passado, era Mohammed Buazizi, vendedor ambulante de frutas que sustentava a numerosa família na cidade de Sidi Bouzid, região pobre no centro-oeste da Tunísia. O ato desesperado ocorreu após uma discussão com Fayda Hamdi, fiscal que confiscou suas mercadorias.

 

As manifestações em Sidi Bouzid ganharam dimensões cada vez maiores até tomarem o país, forçando o presidente Zine el-Abidine Ben Ali, que estava no poder havia 23 anos, a renunciar e se exilar na Arábia Saudita.

 

A saída de Ben Ali do poder ocorreu em 14 de janeiro, abrindo espaço para as primeiras eleições democráticas no país, que foram realizadas em outubro. Na disputada votação, na qual participaram mais de 100 partidos, o Ennahda, legenda islâmica moderada, saiu vencedor. Mais de 90% da população participou do pleito.

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