Goran Tomasevic/Reuters
Goran Tomasevic/Reuters

Retrospectiva 2011: Primavera Árabe completa um ano

Em 12 meses de revoltas nos países árabes, quatro ditadores caíram; movimento, contudo, está inacabado

estadão.com.br,

20 de dezembro de 2011 | 21h54

ORIENTE MÉDIO E NORTE DA ÁFRICA, 17 DE DEZEMBRO - A data marca o primeiro aniversário do movimento que ficou conhecido como Primavera Árabe - uma onda de revoltas que começou na Tunísia no final de 2010 e se espalhou pelo Oriente Médio e norte da África. Em meados de dezembro, o saldo era de quatro ditadores a menos e dezenas de milhares de mortos nos confrontos que ocorreram em vários países.

 

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A onda começou em 17 de dezembro de 2010, quando um comerciante tunisiano ateou fogo ao próprio corpo em protesto contra o desemprego e condições de vida no país. Mais tarde ele acabaria morrendo, desencadeando uma série de manifestações, que logo se espalhariam para os países vizinhos. A Primavera Árabe é uma das maiores revoluções já vistas na História.

 

A imolação de Mohamed Bouazizi foi o ponto de partida para uma revolta que derrubou a ditadura de Zine el-Abidine Ben Ali na Tunísia, em janeiro. Menos de um mês depois, Hosni Mubarak caía no Egito, levando consigo um regime que durava três décadas. Em outubro, o líbio Muamar Kadafi foi morto por opositores que travaram, ao longo de meses, uma violenta guerra civil no país. E no Iêmen, Ali Abdullah Saleh transferiu o poder em novembro após meses de protestos.

 

Mas a revolução não acabou. A Síria, por exemplo, tem sido palco de violentos conflitos ao longo do ano. O regime de Bashar al-Assad, que está no poder há 11 anos, desde a morte do pai, Hafez, se mantém firme e é acusado de oprimir violentamente as manifestações populares. A ONU diz que mais de 5 mil pessoas morreram nos conflitos e acusa o regime de crimes contra a humanidade.

 

Bahrein, Kuwait e vários outros países da região vivem dias conturbados. Em diferentes medidas, a onda de revolta se espalha por países como Omã, Argélia, Marrocos e Jordânia. As populações vão às ruas, organizam protestos com uso de redes sociais, mas na maioria dos casos, governos respondem com poucas reformas e muita brutalidade.

 

Em alguns casos, os regimes, para não cair, fazem concessões, como ocorreu na Arábia Saudita.

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