Mohamed Abd El-Ghany/Reuters
Mohamed Abd El-Ghany/Reuters

Retrospectiva 2011: Protestos populares começam no Egito

Processo de transição democrática esbarra na insistência dos militares de permanecerem no poder

estadão.com.br,

20 de dezembro de 2011 | 20h42

CAIRO, 25 DE JANEIRO - Mesmo antes do início dos protestos na Tunísia - e do sucesso do movimento, que derrubou o presidente Ben Ali - os jovens egípcios haviam convocado uma megamanifestação nas ruas do Cairo para o dia 25 de janeiro, Dia da Polícia no país, para protestar jutamente contra as forças de segurança do país.

 

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Jovens egípcios começaram a se mobilizar para pedir a renúncia do presidente Hosni Mubarak, cujo regime se sustentava havia 30 anos. Milhares de pessoas tomaram as ruas do Cairo, pedindo o fim do governo e transformando a praça Tahrir, no centro da capital, em um verdadeiro centro de reivindicações pacíficas contra as forças de segurança egípcias.

 

A revolução triunfou após 18 dias - Mubarak renunciou em 11 de fevereiro, abrindo uma brecha para mudanças no Egito. As eleições - realizadas a partir do final de 2011 e que devem ser concluídas em janeiro de 2012 - apontam a Irmandade Muçulmana e o Al-Nur, partido islâmico salafista, como favoritos da população.

 

Agora, o povo luta para que os militares, provisoriamente no poder, concluam a transição para um governo civil. Para cientistas políticos, esse será o grande desafio da transição democrática no Egito, onde os militares detêm o poder desde a revolução nasserista de 1952.

 

Os conflitos entre militares e civis voltaram a explodir em dezembro de 2011, quando milhares de pessoas se reuniram novamente na praça Tahrir para reivindicar a completa transição para um governo civil. As manifestações foram duramente reprimidas, deixando dezenas de mortos e centenas de manifestantes presos.

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