Middle East Monitor / Reuters
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Retrospectiva 2018: Assassinato de Khashoggi desperta condenação internacional contra Riad 

Após negar reiteradamente que tivesse algum envolvimento, governo saudita reconhece morte do jornalista e seu esquartejamento dentro do consulado em Istambul

O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2018 | 21h06

ISTAMBUL - Em 2 de outubro, o jornalista saudita Jamal Khashoggi, crítico do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman e exilado nos Estados Unidos, desaparece depois de entrar no consulado de seu país em Istambul. Ele foi à representação providenciar papéis para se casar com sua noiva turca, Hatice Cengiz, que o esperava do lado de fora. Khashoggi nunca mais foi visto.

Após negar reiteradamente que tivesse algum envolvimento, Riad reconhece a morte do jornalista e seu esquartejamento dentro do consulado, em uma operação "não autorizada" pela monarquia saudita.

O assassinato gera indignação mundial e arranha a imagem da Arábia Saudita. Bin Salman nega qualquer envolvimento, apesar de várias acusações. Supostos áudios da CIA provam que o príncipe, no mínimo, sabia do crime. À época, o presidente americano, Donald Trump, menosprezou a participação do príncipe no crime. 

Os sauditas detiveram 21 pessoas e dizem que estão avaliando a pena de morte para cinco deles. Inicialmente, as autoridades disseram que Khashoggi, que escrevia artigos críticos às políticas do príncipe, desapareceu após sair da embaixada. O país só reconheceu que ele morreu depois que notícias na imprensa turca, com informações vazadas de setores de inteligência, revelaram os extensivos detalhes da operação.

Desde a sua morte em 2 de outubro, o corpo de Jamal Khashoggi nunca foi encontrado. A Turquia repetidamente exigiu que as autoridades sauditas revelem a identidade de um colaborador local que talvez tenha se livrado do corpo.

Relatórios de agências de inteligência americanas e especialistas dizem que é improvável que o assassinato tenha acontecido sem o conhecimento do príncipe herdeiro./ AFP e AP

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