Reunião de governo termina sem acordo no Sri Lanka

A presidente e o primeiro-ministro do Sri Lanka, dois rivais políticos envolvidos em uma acirrada disputa de poder, reuniram-se nesta quarta-feira pela primeira vez desde a semana passada, mas não conseguiram romper o impasse para superar as divergências. A presidente Chandrika Kumaratunga e o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe reuniram-se durante duas horas na residência presidencial em Colombo em meio a um forte esquema de segurança. Este foi o primeiro encontro entre os dois desde 4 de novembro quando uma série de ações presidenciais desencadeou uma grave crise política no país. "Houve troca de opiniões sobre diversos assuntos", disse Bradmon Weerakoon, secretário do primeiro-ministro. Ele não entrou em detalhes durante entrevista concedida à The Associated Press, mas comentou que "ambos consultarão seus partidos e deverão voltar a se reunir na próxima semana". Sob condição de anonimato, outra fonte esclareceu que não houve avanço nem colapso nas negociações entre a presidente e o primeiro-ministro. Na semana passada, Kumaratunga aproveitou uma viagem de Wickremesinghe aos Estados Unidos para demitir os ministros de Defesa, Interior e Imprensa e assumir o controle sobre as pastas. Ela também suspendeu o Parlamento durante duas semanas e decretou um breve estado de emergência. Kumaratunga alega que Wickremesinghe fez concessões demais durante negociações com o Exército de Libertação dos Tigres do Tâmil Eelam. O grupo rebelde obedece atualmente a um acordo de cessar-fogo de 20 meses. Entretanto, continuam estagnadas as negociações para a solução de um conflito étnico de quase duas décadas que já causou a morte de mais de 65.000 pessoas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.