Reunião decide normas para reforçar segurança

Uma reunião nesta quarta-feira à tarde, em Brasília, entre a direção da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e representantes das principais companhias aéreas definiu normas para reforçar a segurança dos aviões e dos aeroportos do País.Nos aeroportos internacionais e, principalmente, nos mais movimentados, como os do Rio e São Paulo, a orientação da Infraero é para que seja adotado um trabalho conjunto de segurança pelos responsáveis das partes interna e externa.O diretor de Operações da Infraero, João Santos da Silva, disse ter pedido a colaboração das companhias para que cuidem da segurança também nos aviões."As empresas têm grande responsabilidade nos planos de segurança das aeronaves e também dos aeroportos. Não estamos pedindo nada demais. Neste momento de reflexão, é preciso ficar mais atento; daí, a recomendação de que seja intensificado o nível de segurança."Silva disse que os 23 aeroportos internacionais do País estão equipados com aparelhos de raio-X para bagagens e passageiros."A Infraero está atendendo ao acordo internacional que tem um padrão altíssimo de segurança, principalmente para os Estados Unidos. Para um avião levantar vôo de nossos aeroportos para outro país, tem de ter toda a segurança, e isto, é claro, também inclui os passageiros."Cada equipamento completo de raio-X para bagagens e passageiros custou cerca de US$ 50 mil para a Infraero, que comprou 150 aparelhos e os instalou nos 23 aeroportos internacionais.Os aeroportos nacionais têm instalados nos setores de embarque portais com detectores de metal. No Brasil, é proibido embarcar com qualquer tipo de arma, "inclusive com objetos contundentes como espátula de livros, que podem ser usadas como punhais", esclareceu Silva.Em julho de 2000, a segurança do Aeroporto de Foz do Iguaçu (PR) foi posta em xeque, com o seqüestro de um Boeing 737 da Vasp, que levava quase cem passageiros.O destino era Curitiba, mas os ladrões, para roubar R$ 5 milhões em malotes do Banco do Brasil (BB), obrigaram o piloto a desviar o avião para o Aeroporto de Porecatu. Silva afirmou que as armas dos ladrões tinham sido embarcadas em outro aeroporto.

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