Reunião entre Índia e Paquistão é marcada para 25 de fevereiro

Vizinhos, que enfrentam tensões históricas, têm acenado positivamente para o diálogo nas últimas semanas

Reuters,

12 de fevereiro de 2010 | 08h23

O encontro entre diplomatas da Índia e do Paquistão para falar sobre a retomada das negociações das disputas entre os países ocorrerá na cidade indiana de Nova Délhi no dia 25 de fevereiro, garantiu nesta sexta-feira, 12, o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani.

 

Mais sobre o encontro:

linkPaquistão quer dialogar com Índia, mas sobre todas as disputas

 

Participarão da reunião na capital da Índia os dois chanceleres, conforme adiantou Gilani, confirmando o caráter de alto nível diplomático da região. "O lado paquistanês vai levantar todas as principais questões e tentar mostrar a Índia a necessidade de se chegar a soluções por meio do diálogo composto", disse o premiê. Gilani ainda disse acreditar que a reunião de 25 de fevereiro "será significativa e dará resultados".

 

As negociações para apaziguar as tensões históricas entre os países do sul asiático foram suspensas em 2008, quando milícias insurgentes paquistanesas atacaram a cidade indiana de Mumbai. Desde então, a Índia se retirou da mesa de conversas e tem pressionado o Paquistão, acusando o país de não fazer o bastante para conter os extremistas islâmicos em seu território.

 

Na a semana passada, a Índia se ofereceu para retomar as negociações de paz em alto nível com o Paquistão, que acenou positivamente. O governo paquistanês, porém, pede que seja realizado o que chama diálogo composto, ou seja, conversas sobre todos os assuntos pendentes entre os vizinhos, inclusive sobre a questão da região da Caxemira, historicamente disputada entre os países.

 

Os EUA têm pressionado ambos os lados para retomar o diálogo. Os americanos esperam que a redução nas tensões entre os dois países faça com que o Paquistão desloque mais tropas para a fronteira com o Afeganistão, o que seria vital para estratégia militar empreendida no país que sofre com a violência do Taleban.

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