Dan Kitwood e Lam Yik Fei / The New York Times
Dan Kitwood e Lam Yik Fei / The New York Times

Reunião entre China e Taiwan visa normalizar relações entre países, diz líder taiwuanês

Funcionário do alto escalão chinês afirma que encontro ajudará a melhorar relações entre os dois países

O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2015 | 11h34

PEQUIM - A dois dias da reunião entre os líderes da China e de Taiwan, o presidente taiwuanês Ma Ying-jeou disse nesta quinta-feira, 5, que o evento tem o objetivo de normalizar as relações entre os dois países. O encontro, primeiro entre as nações desde o fim da guerra civil da China, em 1949, foi anunciado pelo escritório de Taiwan e confirmado pouco depois por Pequim.

A primeira reunião entre os presidentes de China, Xi Jinping, e Taiwan, que acontecerá no sábado em Cingapura, é "um marco" que ajudará a melhorar as relações entre os dois países, disse na quarta-feira um funcionário chinês do alto escalão.

"O encontro marcará o início de uma comunicação direta" entre os líderes, disse Zhang Zhijun, responsável do Escritório de Assuntos de Taiwan no Conselho de Estado (Executivo) e no Comitê Central do Partido Comunista.

Zhang, citado pela agência oficial de notícias da China, Xinhua, considerou que a reunião acontece "em um momento importante para as relações" entre os países, que alcançará "um novo nível" com "mais espaço para o desenvolvimento".

O funcionário chinês acrescentou que o encontro em Cingapura "promoverá a comunicação e a confiança entre ambas as partes, ajudará a resolver conflitos e diferenças, e consolidará uma base política comum".

O responsável chinês para as relações com Taiwan destacou que está convencido de que o encontro entre Xi e Ma terá "amplo apoio" nos dois territórios e na comunidade internacional.

Passado. Pequim e Taipé têm sido rivais diplomáticos e militares desde 1949, quando os nacionalistas do Kuomintang, sob a liderança de Chiang Kai-shek, fugiram para Taiwan após perderem a guerra civil da China para os comunistas de Mao Tsé-Tung.

Desde então, Pequim procura empurrar Taipé para um isolamento diplomático, expulsando a República da China, nome formal de Taiwan, da ONU em 1971. Comunistas e nacionalistas concordam que existe apenas “uma China”, mas discordam a respeito da interpretação. /EFE e REUTERS

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