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Reunião extraordinária da Unasul discutirá situação na Venezuela

Encontro foi convocado pelo Equador em razão 'guerra econômica' que Caracas afirma sofrer; Brasil não confirmou participação

Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

05 de fevereiro de 2015 | 20h16

BRASÍLIA - O governo do Equador convocou uma reunião extraordinária de chanceleres da União das Nações Sul-americanas (Unasul) para discutir a situação da Venezuela, a pedido do presidente do país, Nicolás Maduro. 

Apesar de não estar mais na presidência do bloco, o Equador se valeu do fato de a sede do organismo ser em Quito para iniciar os contatos com outros países da região. O Itamaraty ainda não foi consultado e não confirma se o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, poderá participar. 


Em uma nota, a chancelaria equatoriana informa que a reunião está tratará da situação interna da Venezuela e das relações do país com os Estados Unidos. Contatos já teriam sido feitos com o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, e com a chancelaria da Colômbia. A nota informa, ainda, que o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, classificou de "absolutamente ilegal" a decisão americana de impor novas sanções a membros do governo venezuelano. Patiño disse também que é preciso "proteger a Venezuela". 

Ontem, depois de se reunir com o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, em Caracas, Maduro afirmou que entregou ao organismo "dados, informações e alguns elementos "muito confidenciais e muito preocupantes" de pronunciamentos de porta-vozes do governo americano, incluindo o vice-presidente do país, Joe Biden. 

Maduro acusa os EUA de tentar desestabilizar a Venezuela e, no encontro com Samper, pediu ajuda para que o presidente Barack Obama, pare com "ameaças e agressões", mas também para abrir um canal de diálogo com o governo americano.  

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