Reunião pretende declarar o fim do regime

GENEBRA

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2011 | 00h00

As potências mundiais se reunirão amanhã em Paris para tentar declarar oficialmente que, pelo menos politicamente, o regime de Muamar Kadafi acabou. Representantes de 60 países estarão no encontro que, convocado pela França, terá como objetivo lançar o processo de democratização da Líbia. A intenção é tentar demonstrar que, para a comunidade internacional, Kadafi é página virada.

Oficialmente, o encontro servirá para marcar o anúncio de um plano de reconstrução da Líbia, além de um "mapa" para a elaboração de uma nova Constituição e eleições. O evento ainda será uma tentativa de demonstrar apoio aos rebeldes, que pedem US$ 5 bilhões para colocar a Líbia em funcionamento.

A declaração mais explícita do objetivo do encontro veio da cúpula da UE. Para o bloco, a reunião deveria anunciar o fim do conflito líbio. "Um anúncio do fim da guerra seria um bom passo para confirmar nossa vontade para ajudar", disse Donald Tusk, o primeiro-ministro da Polônia, país que preside a UE atualmente. Segundo o premiê, a Europa está pronta para garantir apoio "financeiro e diplomático". Fontes em Bruxelas confirmam que a estratégia é dar um sinal ao mundo de que o Conselho Nacional de Transição da Líbia é o único interlocutor no país.

O Brasil estará presente. Mas o Itamaraty sugeriu à presidente Dilma Rousseff que o País seja representado apenas pelo embaixador em Paris, José Maurício Bustani. Trata-se de um sinal de que o Planalto é contra a tentativa de se estabelecer, de fora, quais as necessidades do povo líbio e seu novo governo.

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