Reunião termina com protesto dos EUA em Guayaquil

Embora tenha atraído apenas 4 dos 20 chanceleres convidados, o encontro do dia 11 da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) em Guayaquil, no Equador, terminou sem acordo sobre a reforma da Comissão Interamericano de Direitos Humanos (CIDH). Os EUA, países do Caribe e o Panamá protestaram por terem sido excluídos e a declaração final foi desconsiderada pela maioria dos membros da OEA. Diplomaticamente, a iniciativa do chanceler do Equador, Ricardo Patiño, foi um fracasso. O objetivo era convencer países sul-americanos e bolivarianos a somarem forças em favor de uma reforma radical da CIDH formulada pela Nicarágua, que ocupa a presidência temporária do Conselho Permanente da OEA. No entanto, muitos países já estavam satisfeitos com as reformas aplicadas pela própria CIDH. Além disso, os EUA reclamaram de não terem sido convidados como observadores em Guayaquil. O Panamá condenou a exclusão dos centro-americanos da discussão e o Canadá protestou contra a iniciativa. / D.C.M.

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