Reuniões sobre crise norte-coreana podem mudar de formato

O formato "a seis" do diálogo sobre a crise nuclear norte-coreana pode mudar se a atual rodada, que entrou nesta sexta-feira no seu quinto e último dia, em Pequim, não avançar, segundo deram a entender delegados dos Estados Unidos e Japão, preocupados com a estagnação da situação.Kenichiro Sasae, negociador japonês, revelou na capital chinesa que analisa a possibilidade de abandonar a atual fórmula. Ele acrescentou que na reunião desta sexta-feira os chefes negociadores debaterão "a conveniência de realizar ou não a próxima rodada de conversas"."Haverá opiniões pondo em dúvida a credibilidade das conversas a seis", acrescentou Sasae.Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse à imprensa que, caso não haja resultados, os EUA reavaliariam "essa via diplomática"."Consideramos que as negociações a seis darão um resultado. Mas, se não acontecer, teremos que reavaliar essa via diplomática", disse.A fórmula de diálogo direto com Washington, defendida desde o início da crise por Pyongyang, não conta com muitas possibilidades. A Casa Branca sempre recusou a idéia, preferindo conversas bilaterais em paralelo às multilaterais.As conversas a seis entre China, EUA, as duas Coréias, Rússia e Japão começaram em 2003, um ano depois do começo da crise nuclear. Foram sete encontros, sempre em Pequim: cinco rodadas, com a quarta e a quinta em duas partes.A atual negociação, oficialmente a segunda parte da quinta rodada", começou dia 18 e deve terminar nesta sexta-feira, já que a delegação americana deseja passar o Natal em casa.Segundo os analistas, um novo modelo de diálogo não poderá excluir a China, peça-chave por ser o principal aliado da Coréia do Norte.Embora todos estejam de acordo na necessidade de avançar "rumo a uma península coreana desnuclearizada" e evitar uma corrida armamentista, ninguém parece disposto a abandonar as conversas.Há especulações de que a Rússia, com muitos outros problemas, poderia sair da negociação.

Agencia Estado,

22 de dezembro de 2006 | 03h12

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