Revelação de documentos ajuda Al-Qaeda, dizem EUA

O Departamento de Estado qualificou de "irresponsável" a divulgação, pelo site WikiLeaks, da lista de locais do mundo considerados estratégicos pelos Estados Unidos. Ao avaliar o impacto da ação, o porta-voz da diplomacia americana, Philip Crowley, afirmou que o WikiLeaks extrapolou seu objetivo de desafiar os EUA e transformou pontos vitais para outros países em alvos de possíveis ataques da rede terrorista Al-Qaeda.

AE, Agência Estado

07 de dezembro de 2010 | 09h59

"Isso é uma irresponsabilidade. Uma informação é classificada como secreta por uma boa razão, especialmente quando envolve infraestrutura que apoia nossa economia e a de outros países", afirmou Crowley. "O que Julian Assange (fundador do WikiLeaks) divulgou equivale a uma lista de alvos que será de interesse de grupos como a Al-Qaeda", completou.

O Departamento de Estado classifica o vazamento dos 251 mil telegramas diplomáticos pelo WikiLeaks como um "ato criminoso" de Assange, a quem se refere como um "anarquista". Em sua reação, o governo americano vem insistindo que a divulgação desses textos pôs em risco as pessoas mencionadas - em boa parte, informantes da diplomacia americana - e as negociações em curso sobre temas de relevância regional ou mundial. Na mesma linha, o governo britânico condenou novamente ontem o vazamento pelo seu prejuízo à segurança nacional dos EUA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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