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Revelado documento que compromete Pinochet

Um respeitado jornal eletrônico chileno revelou nesta quarta-feira um documento de 1973, que, se autêntico, mostra que o então ditador Augusto Pinochet sabia das violações de direitos humanos pela chamada Caravana da Morte, caso pelo qual o juiz Juan Guzmán está conduzindo um processo contra o ex-ditador.O jornal El Mostrador divulgou em seu site na Internet (www.elmostrador.cl) uma carta datada de 24 de novembro de 1973, na qual o então auditor-geral do Exército, general Osvaldo Salas, pede a Pinochet que seja investigada a morte do esquerdista Eugenio Ruiz-Tagle e de outros que foram supostamente torturados e assassinados em 19 de outubro de 1973 pela Caravana da Morte, um esquadrão formado por militares que percorreu o país, eliminando opositores. Entretanto, uma nota manuscrita assinada por Pinochet ao pé da carta de Salas diz: "Resposta proposta - o sr. Eugenio Ruiz-Tagle O. foi executado em razão das graves acusações que existiam contra ele. Não houve tortura, segundo informação." Mas a mãe de Ruiz-Tagle diz que o olho esquerdo de seu filho foi removido, seu nariz e sua mandíbula inferior foram quebrados, sua garganta foi esmagada e seu pescoço parecia estar quebrado. "Isto confirma o caso contra Augusto Pinochet", afirmou o advogado de defesa dos direitos humanos Eduardo Contreras a respeito da carta. "Isto ajuda a mostrar que Pinochet não só sabia dos crimes como também participou diretamente de sua execução como cérebro, cúmplice e acobertador." Um advogado de Pinochet, Pablo Rodríguez, disse não estar preocupado com a revelação. "Estou certo de que o general Pinochet não tem nenhuma responsabilidade por esses atos." Outro advogado de Pinochet, Miguel Schweitzer, afirmou que não lhe parece sério "referir-se a um documento isolado, sem maior conhecimento".E acrescentou: "De qualquer forma, o que aparece como sendo de punho e letra do general Pinochet é o que teria sido comunicado a ele de forma indireta." El Mostrador não informou como obteve a carta. O governo assinalou que a Justiça precisa agora decidir o que fazer com ela.

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