Guillaume Horcajuelo/Efe
Guillaume Horcajuelo/Efe

Revista diz que presidente Hollande tem caso com atriz francesa

Fotos mostram presidente em visitas frequentes ao apartamento de Julie Gayet, onde passaria noites

Andrei Netto, correspondente em Paris,

10 de janeiro de 2014 | 11h57

PARIS - A revista Closer, publicação especializada na cobertura da vida pessoal de personalidades públicas, revelou na manhã desta sexta-feira, 10, que o presidente da França, François Hollande, tem uma amante. O pivô do escândalo é a atriz Julie Gayet, de 41 anos, que é próxima ao Partido Socialista (PS) e militou por sua candidatura em 2012. A informação gerou uma imensa controvérsia com repercussões políticas, assim como aconteceu com o ex-chefe de Estado Nicolas Sarkozy, em 2007.

A edição com a reportagem de capa "O Amor Secreto do Presidente" foi lançada no site da revista no final da noite de quinta-feira 9. A matéria traz imagens de Hollande chegando de scooter, acompanhado de um segurança, e entrando no edifício da atriz. As fotos não mostram os dois juntos e, portanto, não provam que a relação de fato exista - embora rumores sobre o assunto circulem em Paris há vários meses.

O paparazzo contratado por Closer diz que Hollande permanece noites inteiras no local. "Ele passa as noites com ela a dois passos do Palácio do Eliseu", afirma a reportagem.

Pela manhã, o Palácio do Eliseu divulgou uma nota afirmando que Hollande "deplora profundamente os atentados ao respeito à vida privada, à qual ele tem direito como todo cidadão". A presidência informa ainda que examinará "todas as medidas, inclusive judiciais, contra a publicação".

Julie Gayet é uma atriz de cinema e milita pelo PS, tendo participado de um vídeo de apoio a Hollande durante a campanha eleitoral de 2012. Na gravação, vista mais de 400 mil vezes no site DailyMotion, a atriz comenta as virtudes do então candidato a presidente. "Ele continua sendo quem ele é. Suas convicções e sua retidão estão lá", diz. "Desde que o encontrei, ele continua igual. Essa constância é muito forte. O que ele diz, ele faz."

Fortes críticas foram feitas em redes sociais, questionando se o presidente, que tem apenas 24% de aprovação popular, tinha tempo para cuidar da França, mas nesta sexta-feira o tom foi muito mais ameno e de respeito à vida privada. Até Marine Le Pen, líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, disse considerar o assunto de ordem pessoal. "Todo atentado à vida privada me choca", afirmou.

Essa é a segunda polêmica envolvendo mulheres e o presidente desde o início de seu governo. Logo após a posse, a jornalista Valérie Trierweiller, protagonizou cenas públicas de ciúmes com a ex de Hollande, Ségolène Royal, um dos expoentes do PS. Seu antecessor, Nicolas Sarkozy, também enfrentou um escândalo público semelhante em 2007, em pleno mandato, quando foi deixado pela primeira-dama, Cécile Sarkozy, casando-se meses mais tarde com a modelo e cantora Carla Bruni.

 

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