Revogação de lei contra gays em Forças Armadas é vitória de Obama

Mais de 13,5 mil membros das tropas norte-americanas foram expulsos em virtude dessa lei de 1993

AE, Agência Estado

18 de dezembro de 2010 | 16h29

WASHINGTON - Em uma audiência histórica para os direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, o Senado do país aprovou, em votação de procedimento, o avanço para a votação final de revogação de uma norma que proíbe que gays declarados se alistem nas Forças Armadas norte-americanas. A derrubada da lei foi promessa da campanha presidencial de Barack Obama em 2008.

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O placar de 63 votos contra 33 representa um sinal de que é virtualmente segura a aprovação final por parte do Senado, que pode ocorrer ainda hoje. Nesse caso, a iniciativa chegará às mãos do presidente Barack Obama até o fim do ano. No início desta semana, a Câmara de Representantes havia aprovado uma versão idêntica da iniciativa, por 250 votos contra 174.

A revogação significaria que, pela primeira vez na história dos EUA, os gays poderão ser aceitos abertamente para servir às Forças Armadas e declarar sua orientação sexual sem receio de serem expulsos. Mais de 13,5 mil membros das tropas norte-americanas foram expulsos em virtude dessa lei de 1993.

Os republicanos haviam bloqueado votações anteriores sobre o projeto de lei alegando razões de procedimento, mas com um estudo publicado pelo Pentágono em favor da revogação da proibição, vários republicanos se uniram aos democratas para aprovar o projeto.

A aprovação supõe uma vitória política para os democratas e o Congresso, que tem enfrentado dificuldades nos últimos dias deste ano para superar as objeções republicanas. Grupos em favor dos direitos dos homossexuais haviam dito que a votação era a melhor oportunidade para mudar a lei, diante da proximidade com janeiro, quando os republicanos assumirão o controle da nova Câmara de Representantes.

Apesar dos sinais de que o projeto estava próximo da aprovação, seus apoiadores não quiseram deixar espaço para a possibilidade de derrota e intensificaram horas antes seus esforços para uma votação favorável. Uma das ações incluiu um protesto silencioso nas arquibancadas de visitantes que dão para o recinto do Senado.

"Simplesmente não podemos deixar que o tempo passe e se perca essa oportunidade histórica", disse o diretor executivo da Rede de Defesa Legal de Membros Militares, Aubrey Sarvis, cujos partidários se comprometeram a permanecer sentados na galeria do Senado até a revogação da lei. As informações são da Associated Press.

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