Revolta deve ficar restrita à Tunísia, dizem analistas

A queda do presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, não deve se tornar uma tendência no mundo islâmico. Segundo analistas, países populosos, como Irã e Egito, têm forças de segurança mais efetivas e profundamente ligadas ao status quo. Na Síria, uma sociedade altamente vigiada, um gigantesco aparato de segurança interno e a lealdade dos militares dificilmente permitiria um movimento semelhante. Nos pequenos Estados do Golfo Pérsico, como Kuwait, Bahrein e Catar, a população recebe importantes benefícios sociais e há pouco espaço para uma revolução popular. "A queda de Ben Ali ocorreu graças a elementos típicos da política tunisiana", disse Mouin Rabbani, analista jordaniano. "Os líderes árabes não correm risco." Para Sami Alfaraj, do Centro de Estudos Estratégicos do Kuwait, basta analisar as dificuldades enfrentadas pela oposição iraniana. "É muito difícil mudar as coisas apenas protestando nas ruas", disse. / AP

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