Revoltados, chineses ameaçam greve de fome por parentes em avião malaio

As famílias estão à beira do colapso, diz líder de famílias de passageiros do voo MH 370

O Estado de S. Paulo,

18 de março de 2014 | 11h42

PEQUIM  - Famílias chinesas furiosas com a falta de informações ameaçaram nesta terça-feira, 18, realizar uma greve de fome até que o governo da Malásia revele a verdade sobre o destino de seus parentes a bordo de um voo MH 370 da Malaysia Airlines, que desapareceu em sua rota de Kuala Lumpur a Pequim na semana passada.

Em entrevista a jornalistas, uma mulher que liderou os protestos disse que as famílias foram convocadas a fazer uma greve de fome. "As famílias estão à beira do colapso. Há tantas famílias indo e vindo, alguns já foram embora. Os jovens podem suportar, mas os idosos já desmontaram", ela afirmou.

Dez dias depois do desaparecimento do avião, centenas de familiares ainda estão à espera de informações em um hotel de Pequim. Cerca de dois terços dos 239 passageiros a bordo da aeronave são chineses.

As famílias mostraram sua impaciência e seu sofrimento aos representantes chineses enviados pela companhia aérea para encontrá-los na terça-feira e exigiram ver o embaixador da Malásia.

"O que queremos é a verdade. Não deixe que eles se tornem vítimas da política. Não importa o partido político ao qual você pertence, não importa o poder que você tem, se não houver vida, qual é o sentido? Onde está a compaixão?", questionou uma mulher de meia-idade, revoltada.

"Você está sempre indo e vindo. Acho que seu governo no fundo sabe, por isso que nós queremos que você nos responda. Porque você está sempre nos enganando, dizendo mentiras", acrescentou um homem.

A China tem apelado repetidamente às autoridades da Malásia para dar uma assistência melhor aos parentes dos passageiros chineses, e para fornecer-lhes informações atualizadas.

"A China está o tempo todo exigindo que a Malásia e a Malaysia Airlines respondam sinceramente aos pedidos razoáveis das famílias chinesas", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hong Lei.  / REUTERS

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