Riad não permitirá igrejas cristãs, diz ministro

A Arábia Saudita, berço do Islã, não permitirá que igrejas cristãs sejam construídas em seu território, apesar dos protestos de "fanáticos", afirmou o ministro da Defesa, príncipe Sultan. "Este país foi a plataforma de lançamento para a profecia e a mensagem, e nada pode contradizer isto, mesmo se perdermos nossos pescoços", disse Sultan a repórteres no sábado. Seus comentários foram publicados por jornais sauditas e confirmados por vários jornalistas que participaram da entrevista coletiva."Aqueles que falam (sobre igrejas na Arábia Saudita) são pessoas dessas igrejas e eles são, infelizmente, fanáticos", disse Sultan. "Não somos em absoluto contra (outras) religiões... mas não há templos - não no passado, no presente e nem no futuro, e eu estou dizendo isto e sou responsável pelo que digo. Quem quer que diga isto (que igrejas devem ser construídas na Arábia Saudita) deve se calar e ficar envergonhado".Autoridades no Ministério da Defesa em Riad não quiseram comentar as declarações.Na quinta-feira, a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos EUA, uma agência federal independente, reclamou que a nova lista do Departamento de Estado de países que limitam a liberdade religiosa omite vários que merecem ser censurados, incluindo o aliado americano Arábia Saudita. O relatório anual da comissão afirma que a liberdade religiosa "não existe" no reino do Golfo Pérsico.O Islã é a única religião aceita na Arábia Saudita, que abriga os locais mais sagrados da fé, nas cidades de Meca e Medina.O príncipe Sultan lembrou que estrangeiros têm tido permissão de praticar livremente sua religião em suas casas desde que começaram a chegar à Arábia Saudita, em 1951. Mas permitir que igrejas sejam construídas no país "afetaria o Islã e todos os muçulmanos", teria dito.

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