Rice adverte Irã para não desafiar pedido da ONU

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, advertiu o Irã que haverá duras conseqüências se o país continuar a desafiar o Conselho de Segurança das Nações Unidas, e prosseguir seu programa de enriquecimento de urânio. "Nós vamos examinar toda uma gama de opções disponíveis ao Conselho de Segurança", afirmou Rice, ao aventar publicamente, na quinta-feira, a possibilidade de que o Irã possa enfrentar sanções punitivas se não mudar de posição. A representante americana afirmou que, quando o conselho se reunir para discutir essa questão, no final do mês, não pode haver uma repetição do anúncio de março, em que o Irã foi informado de que deveria suspender todas as atividades atômicas sensíveis em 30 dias. O Irã anunciou há dois dias que conseguiu produzir urânio enriquecido e se recusou a atender à exigência. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas (AIEA), Mohamed ElBaradei, visitou Teerã nesta quinta-feira, mas não conseguiu convencer o país a suspender seu programa nuclear. ElBaradei afirmou, contudo, que o diálogo deve prosseguir. As autoridades iranianas insistem que seu programa é pacífico. Apesar da pressão feita pela secretária de Estado americana, o correspondente da BBC em Washington, Justin Webb, disse que Rússia e China, que são membros do conselho, acreditam que falar em punição e coação é prematuro. A China espera que seu emissário, Cui Tiankai, que deve chegar a Teerã na sexta-feira, ajude a desarmar a crise. O correspondente da BBC na China, Daniel Griffiths, disse que o governo do país gostaria de evitar sanções e adotar uma posição de destaque para fortalecer sua reputação como um poder internacional responsável.

Agencia Estado,

14 Abril 2006 | 02h29

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