Rice afirma que EUA querem Zimbábue na agenda da ONU

A violência e a intimidação ameaçamo segundo turno das eleições presidenciais do Zimbábue e osEstados Unidos pretendem apresentar a questão no Conselho deSegurança na semana que vem, disse a secretária de EstadoCondoleezza Rice em uma entrevista pelo rádio no sábado. "Esta é uma questão muito séria e os Estados Unidospretendem colocá-la na agenda do Conselho de Segurança nasemana que vem", disse Rice no programa Weekend Edition, daRádio Pública Nacional dos EUA. O país da África Meridional realizará o segundo turno daseleições em 27 de junho. Concorrem à Presidência o atualpresidente, Robert Mugabe, e o líder da oposição, MorganTsvangirai. Resultados oficiais deram a vitória a Tsvangirai noprimeiro turno em março, mas ele não obteve votos suficientespara ser eleito. O partido de oposição, países do Ocidente e grupos dedireitos humanos acusam os correligionários de Mugabe derealizarem uma campanha de intimidação antes da votação. Mugaberejeita a acusação. Refletindo comentários feitos nas Nações Unidas naquinta-feira, Rice disse que as eleições não serão imparciais. "Quando se tem o presidente do Zimbábue dizendo que nuncaaceitará um resultado no qual o outro lado ganhe, ou quando setem os chamados veteranos de guerra intimidando as pessoas eacusando os líderes de oposição de traição, é meio difícilacreditar que as eleições serão livres e justas", disse Rice.Os Estados Unidos, que presidem este mês o Conselho deSegurança, acusaram Mugabe de transformar o Zimbábue em umEstado falido que ameaça seus cidadãos e a própria estabilidadeda África Meridional. Quando o jornalista perguntou a Rice se os EUA estariampreparados para tomar uma ação, além de aprovar uma resoluçãosobre o Zimbábue, Rice disse: "Acreditamos que, a menos que oConselho de Segurança aja, ele perderá credibilidade". Esta semana, diplomatas disseram que o conselho não deverátomar nenhuma medida na semana que vem, devido à oposição deÁfrica do Sul, Rússia e China.

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