Rice anuncia contribuição de US$ 10,6 bi ao Afeganistão

Os Estados Unidos destinarão US$ 10,6 bilhões para a segurança e a reconstrução do Afeganistão, anunciou nesta sexta-feira a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, na reunião de ministros de Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).Além disso, o Pentágono estuda enviar mais tropas ao Afeganistão e estendeu por quatro meses o posicionamento de 3.200 soldados no leste do país, uma das áreas mais instáveis.Rice assinalou que o presidente americano, George W. Bush, solicitará os US$ 10,6 bilhões ao Congresso, e que a nova verba será distribuída durante os próximos dois anos.A maior parte dos novos fundos americanos (US$ 8,6 bilhões) será destinada à melhora da segurança.O objetivo americano é aumentar os efetivos do Exército afegão em até 70 mil homens, e o da Polícia em até 82 mil, assim como melhorar a formação e o equipamento de militares e agentes, e posicioná-los por todo o país, segundo um comunicado americano.Ainda no plano da segurança, o Departamento de Defesa americano estendeu por quatro meses o período de posicionamento de 3.200 soldados que atualmente operam no leste do Afeganistão e que deveriam partir em fevereiro, explicou um porta-voz americano.O porta-voz acrescentou que o Pentágono estuda enviar mais tropas para dar mais vigor à Missão de Assistência à Segurança no Afeganistão (Isaf). A questão dos reforços será tratada na reunião de ministros da Defesa da Aliança que será realizada em Sevilha (Espanha) nos próximos dias 8 e 9.Os US$ 2 bilhões restantes serão dedicados à reconstrução da infra-estrutura e à modernização do país.O uso dessa verba se centrará em cinco áreas: construção de estradas, especialmente nos distritos; produção e distribuição de eletricidade; desenvolvimento rural, irrigação e agricultura; centros de governo e formação de funcionários, e reforço da estratégia antidrogas.Os ministros de Exteriores da Otan discutem nesta sexta-feira uma ação conjunta e global para coordenar de forma efetiva tanto a ajuda civil como a militar ao Afeganistão, onde a Aliança prepara-se para uma nova ofensiva dos talebans nos próximos meses. O ano de 2006 foi o de maior violência - com 4 mil mortes - desde que o Taleban foi derrubado em 2001.

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