Rice assina acordo de escudo antimísseis na quarta, diz Polônia

Chancelaria polonesa afirma que secretária de Estado dos EUA chegará ao país para ratificar sistema de defesa

Associated Press e Efe,

18 de agosto de 2008 | 11h48

O ministro de Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, afirmou nesta segunda-feira, 18, que a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, firmará com o país na quarta um acordo para a instalação de um sistema de defesa. As informações foram publicadas pelo jornal polonês Dziennik. Sikorski não forneceu outros detalhes.Rice é esperada na capital polonesa, Varsóvia, após um encontro emergencial da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) marcado para na terça em Bruxelas. Segundo Ryszard Schnepf, vice-ministro de Relações Exteriores, a secretária de Estado chegará a Varsóvia durante a noite. Schnepf disse ainda que a americana se encontrará com Sikorski, com o primeiro-ministro Donald Tusk e com o presidente Lech Kaczyinski, anunciou a agência de notícias polonesa PAP.Tusk disse que Washington concordou em auxiliar a Polônia no fortalecimento de suas defesas. Em troca, o país permitiria que os Estados Unidos posicionem no país 10 interceptadores de mísseis, destinados a evitar um eventual ataque do Irã, segundo os EUA. A Rússia se opõe ao plano, considerado por Moscou uma ameaça a sua segurança.   A esperada assinatura do acordo sobre o escudo antimísseis, que acontecerá na quarta-feira, colocará fim a anos de negociações nos quais a Varsóvia tinha feito grandes exigências, como uma numerosa cooperação militar como compensação por se transformar em sede do projeto balístico americano.   Em 14 de agosto, poloneses e americanos fecharam as negociações e chegaram a um princípio de acordo que será concretizado nesta semana e que incluirá as ajudas militares solicitadas pela Polônia, entre elas a instalação estável de mísseis tipo Patriot em solo polonês.   Segundo o jornal Rzeczpospolita publica, uma pesquisa mostra que 60% dos poloneses se mostram a favor de que o país receba o sistema antimísseis americano. Há algumas semanas, a maioria da população (até 80%) rejeitava abertamente este projeto, que era considerado prejudicial para os interesses nacionais e as relações com os Estados vizinhos, principalmente a Rússia.   Para os analistas políticos, a razão da mudança de postura está no conflito entre Rússia e Geórgia, no qual a Polônia se colocou ativamente contra a intervenção de Moscou, junto com a Ucrânia e as repúblicas bálticas.

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