Rice: cessar-fogo depende de mudanças no Oriente Médio

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta terça-feira que qualquer cessar-fogo nos conflitos no Oriente Médio deve se basear em mudanças fundamentais que podem ter um impacto duradouro. "Todos queremos que a violência cesse. Todos queremos a proteção dos civis. Temos de certificar que tudo o que fizermos tenha um valor duradouro", disse Rice. Porém, para ela, um cessar-fogo só ocorrerá após a implementação de uma resolução permanente do Conselho de Segurança da ONU e a distribuição do Exército libanês na fronteira com Israel, assim como a introdução de um forte operação de paz. A resolução do conselho em 2004 levou a saída das forças sírias do Líbano. Mas o pedido para que os militantes do Hezbollah fossem desarmados não foi atendido. Rice, durante uma coletiva de imprensa com o ministro do exterior egípcio Ahmed Aboul Gheit, indicou, também, que não irá à região conflituosa imediatamente. Ela afirmou que só fará essa viagem quando for "necessário". Posição israelenseO ceticismo de Rice em relação à tentativa de conclusão de um cessar-fogo imediato e provisório reflete as opiniões compartilhadas pelo governo israelense de que é necessário mudanças fundamentais na região (como a garantia de que o sul do Líbano não continue sendo uma plataforma de lançamento de mísseis contra Israel). Aboul Gheit, por sua parte, não determinou seu suporte para um cessar-fogo. Ele afirmou que um plano está sendo discutido nos círculos diplomáticos.As batalhas começaram em 25 de junho, quando militantes ligados ao Hamas na Faixa de Gaza fizeram um ataque contra um posto militar próximo à fronteira, matando dois soldados e capturando outro. Guerrilheiros do Hezbollah se uniram às batalhas em julho, quando atacaram uma patrulha militar na fronteira norte de Israel, matando três soldados e capturando outros dois. O Hamas e o Hezbollah disseram que os dois ataques não estão relacionados. Desde então, a região está estagnada pela violência, com 251 pessoas mortas (226 no Líbano e 25 em Israel) em sete dias de conflitos.

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