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Rice cobra paz no conflito entre palestinos e israelenses

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu neste domingo, 25, às partes envolvidas no conflito palestino-israelense que tenham como principal objetivo o processo de paz (dois povos, dois Estados), acima de qualquer outra exigência.O propósito é "que os palestinos tenham seu Estado independente e os israelenses paz e segurança" e o importante agora é "preparar o terreno" para restabelecer o diálogo, disse Rice, que insistiu na importância de que todas as partes interessadas participem do processo."Acho que é importante que o cumprimento das condições da agenda não nos impeça de falar para onde vamos", afirmou a representante americana em entrevista coletiva com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, após se reunir com ele na Muqata de Ramallah.A chefe da diplomacia americana fez uma rápida visita ao governo de união nacional da Autoridade Nacional Palestina (ANP), no qual há ministros do movimento islâmico Hamas - com o qual Washington não mantém relações - junto dos nacionalistas do Fatah, liderados por Abbas."Sou otimista. Com o esforço de todas as partes, teremos êxito", declarou Rice, que nesta tarde tinha uma reunião prevista com o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.Com relação às declarações de Olmert sobre a necessidade de mudanças na iniciativa de paz da Arábia Saudita - em clara referência ao retorno dos refugiados palestinos ao território de Israel -, a secretária de Estado esclareceu que os EUA "não desejam que os árabes mudem suas posições".O depoimento de Rice contrariou a posição israelense, que pede que a iniciativa, que será debatida pela Liga Árabe no final deste mês, seja modificada no que diz respeito ao tema dos refugiados.Além disso, a secretária americana também frisou que é importante colocar o "horizonte político" à frente do cumprimento das condições do Quarteto para o Oriente Médio, reconhecer Israel e os acordos com esse país e renunciar à violência."É extremamente importante ter um horizonte político", disse Rice. Além disso, ela afirmou que é necessário cumprir "as obrigações da agenda, pode ser uma ajuda ter um destino" para avançar no processo de paz.Outro ponto de desacordo é que os EUA mantêm contatos com os membros do novo governo que não são membros do Hamas, enquantoIsrael rejeita fortemente o plano para a formação de um novo governoPalestino.Abbas, tido como o único interlocutor válido para Israel, informou aos jornalistas que falou com Rice sobre as expectativas geradas pela "cúpula" da Liga Árabe de Riad, dos problemas que afligem seu povo e dos assentamentos judaicos.O líder do Fatah afirmou que "a iniciativa saudita de paz e as negociações políticas devem ser colocadas em prática imediatamente", apesar de o Hamas ainda manter há nove meses em cativeiro o soldado Gilad Shalit e descartar os pedidos de libertação feitos por Israel.O encontro com Rice foi precedido por uma primeira reunião entre Abbas e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deu as boas-vindas ao novo governo palestino formado pelo Fatah e pelo Hamas, mas esclareceu que "por enquanto" não tinha planos de se reunir com o primeiro-ministro Ismail Haniyeh e com outros membros deste movimento islâmico."Esperamos que o governo de unidade responda às reivindicações da comunidade internacional e o encorajo a fazer com que suas ações reflitam um compromisso básico com a paz", declarou aos jornalistas o secretário-geral, que assumiu o cargo em janeiro deste ano.O Hamas, que está na lista de organizações terroristas dos EUA e da União Européia (UE), só reconhece Israel de forma indireta, ao prometer honrar os acordos que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e a ANP assinaram com o Estado judaico, mas se reserva o direito de resistir à ocupação.Ban Ki-moon se reunirá amanhã em Jerusalém com Olmert, enquanto Rice deve se encontrar com o primeiro-ministro e Abbas, após uma viagem à Jordânia.O ex-embaixador israelense em Washington, Dany Ayalón, disse hoje que Rice, empenhada em formar um "Quarteto Árabe" - uma frente moderada formado por Egito,Jordânia, ANP e Arábia Saudita diante do Irã -, está interessada em buscar, com sua ajuda, uma solução para o conflito palestino-israelense.

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