Rice deixa porta aberta para candidatura à vice-presidência

A secretária de Estado dos EstadosUnidos, Condoleezza Rice, deixou a porta aberta na terça-feirapara uma eventual candidatura a vice-presidente na chapa docandidato republicano John McCain. Pressionada por um repórter, Rice recusou-se a rejeitar demaneira categórica a possibilidade e afirmar que jamais estariainteressada na segunda vaga mais importante da chaparepublicana, que muito provavelmente será encabeçada por McCaincomo candidato presidencial. Em vez disso, Rice preferiu elogiar o senador pelo Arizona,acrescentando que ao final do governo do presidente George W.Bush em janeiro de 2009 ela planeja voltar para sua casa naCalifórnia, onde atuou como diretora da Stanford University. "O senador McCain é um norte-americano extraordinário, umlíder realmente impressionante e obviamente um grandepatriota", disse Rice em entrevista coletiva ao lado dosministros do Exterior de México e Canadá. "Dito isso, eu voltarei para Stanford. Voltarei para aCalifórnia", disse ela, quando lhe pediram que fizesse umanegativa "shermanesa" e descartasse rumores sobre suas ambiçõespolíticas. O general William Tecumseh Sherman, que atuou na GuerraCivil norte-americana, é conhecido por sua resposta quandoindagado se poderia ser considerado um candidato do PartidoRepublicano às eleições presidenciais de 1884: "Se selecionado,não disputarei. Se indicado, não aceitarei. Se eleito, nãoexercerei". A incomum aparição de Rice na reunião de um grupo lobistaconservador no mês passado aumentou as especulações de que elaestaria cortejando o Partido Republicano na tentativa de obtera vaga de candidata a vice na chapa da legenda e blogspolíticos tem levantado essa possibilidade nos últimos dias. Rice, que por várias vezes disse que "não faz política",afirmou estar bastante ocupada com as tarefas do principalposto diplomático dos EUA, citando para as várias ligações quefez pela manhã para o presidente palestino, Mahmoud Abbas, parao novo ministro palestino do Exterior e para o secretário-geralda ONU, Ban Ki-moon. "Estou muito ansiosa para acompanhar essa campanha e votarcomo eleitora", disse. (Reportagem de Sue Pleming e Arshad Mohammed)

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