Rice diz que visitará o Oriente Médio "em breve"

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, anunciou nesta sexta-feira sua intenção de viajar ao Oriente Médio "em breve" para tentar reavivar o processo de paz entre israelenses e palestinos."Vou visitar a região. Não sei exatamente quando", disse à imprensa a chefe da diplomacia americana em Nova York, após participar de uma reunião nas Nações Unidas centrada na situação no Oriente Médio."Espero ir muito em breve", disse, sem dar mais detalhes sobre sua agenda ou seus possíveis interlocutores na viagem.No entanto, Rice disse um de seus principais objetivos será "acelerar os progressos" na implementação do chamada "Mapa de Caminho", plano elaborado pelo Quarteto de Madri (EUA, UE, ONU e Rússia) que prevê a coexistência pacífica de dois Estados, o de Israel e o da Palestina.Em seu discurso no Conselho de Segurança, Rice lembrou que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reiterou terça-feira, na Assembléia Geral das Nações Unidas, seu compromisso com sua visão de dois Estados independentes."O presidente acredita firmemente que tanto israelenses como palestinos merecem viver com dignidade e com capacidade de lutar por suas aspirações", declarou."O presidente me pediu que trabalhasse com os líderes regionais moderados para ajudar os palestinos a reformar seus serviços de segurança e apoiar os líderes de ambas partes em seu trabalho para a solução de suas diferenças". acrescentou.O líder palestino Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, "estão comprometidos com a paz", disse Rice, que ressaltou seu desejo de trabalhar com ambos, com os membros do Quarteto de Madri e com as nações amigas da região.A secretária de Estado fez estas declarações no Conselho de Segurança da ONU, em sessão ministerial extraordinária convocada pelos países da Liga Árabe.Na mesma reunião, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, pediu ao Conselho de Segurança que ajude a "construir uma ponte" entre palestinos e israelenses para que alcancem a paz.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.