Rice e Livni: cessar-fogo depende de aplicação de resolução da ONU

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, insistiram nesta segunda-feira que a solução para o atual conflito entre Israel e o Hezbollah depende do cumprimento da resolução da ONU que obriga o desarmamento e a retirada do grupo da fronteira sul do Líbano.Rice, que chegou na noite desta segunda-feira à Israel depois de uma visita surpresa ao Líbano, disse em Jerusalém que a paz na região só virá se "baseada em princípios sólidos" e na resolução 1559 da ONU. O texto faz referência direta a um desarmamento do Hezbollah.Durante a entrevista coletiva que concedeu ao lado de Livni, Rice defendeu que a "comunidade internacional pode obter progresso" para a solução do conflito atual se a citada resolução for seguida. Livni endossou a posição defendida por Rice. "O mundo livre, liderado pelos Estados Unidos, está de acordo em relação a maneira de lidar com as ameaças (do Hezbollah) estabelecida pela resolução 1559 e pela declaração da cúpula do G8", disse Livni.Nenhuma das duas mencionou em suas declarações públicas um possível cessar-fogo - horas mais cedo, Rice havia se encontrado com o primeiro-ministro libanês, Fuad Saniora, que pediu a suspensão imediata dos bombardeios de Israel. As Forças de Defesa de Israel iniciaram uma intensa ofensiva por ar, mar e terra contra alvos do Hezbollah no Líbano depois que guerrilheiros do grupo mataram e capturaram soldados israelenses no último dia 12. Desde então, centenas de civis libaneses e israelenses morreram vítima dos enfrentamentos. Rice, no entanto, falou indiretamente sobre um possível cessar-fogo ao dizer que "toda paz deve se basear em princípios sólidos" - em uma clara referência à linha defendida pelos Estados Unidos de que um cessar-fogo que não resolva a instabilidade na região não servirá para nada.Livne, por sua vez, insistiu que Israel sabe porque está lutando. Segundo ela, o que o país persegue é "a libertação dos soldados seqüestrados, o desmantelamento do Hezbollah e que o exército libanês assuma o controle do sul do Líbano", atualmente controlado pela guerrilha pró-iraniana."Quero deixar claro que não há conflito entre Israel e o povo do Líbano, mas Israel não tem outra obrigação se não proteger seus cidadãos", concluiu.

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