Rice e Solana chegam à Malásia para conferência sobre segurança

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o Alto Representante da União Européia para a Política Externa e a Segurança Comum, Javier Solana, chegaram nesta quinta-feira a Kuala Lumpur para assistir à conferência de segurança dos países da região Ásia-Pacífico. Rice e Solana participarão da conferência, na sexta-feira, e terão reuniões bilaterais com vários ministros de Relações Exteriores.As conversas bilaterais em Kuala Lumpur devem se concentrar na crise provocada pelos testes de mísseis feitos no início do mês pela Coréia do Norte e no recente conflito que afeta o Líbano e Israel. Enquanto aguardam Rice e Solana, os ministros de Relações Exteriores da China, Coréia do Sul, Japão e dos países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) mantêm esforços diplomáticos para convencer a Coréia do Norte a retomar as negociações multilaterais sobre o programa nuclear do regime de Pyogyang.No entanto, as possibilidades de uma reunião entre os ministros da Coréia do Sul, Coréia do Norte, China, Japão, Rússia e Estados Unidos parecem cada vez mais remotas diante da falta de sinais positivos por parte dos norte-coreanos, segundo o vice-secretário de Estado americano, Christopher Hill.No avião que a levou de Roma à capital da Malásia, Rice se mostrou cética quanto a um possível reatamento do diálogo sobre o programa nuclear norte-coreano. "Não disponho de nenhum elemento indicando que a Coréia do Norte tem a intenção de levar em consideração um chamado sobre a reativação do diálogo entre as seis partes", disse a jornalistas, referindo-se ao texto da ONU, votado em 15 de julho, condenando de forma unânime os testes com mísseis realizados por Pyongyang dez dias antes. As discussões multilaterais foram iniciadas em 2003 e buscam convencer Pyongyang a abandonar definitivamente seu programa nuclear. As conversações, porém, estão em ponto morto desde novembro de 2005.Outro assunto de destaque na conferência é a situação na Birmânia, cuja Junta Militar se nega a efetuar uma reforma democrática e a libertar presos políticos, entre eles Aung San Suu Kyi, prêmio Nobel da Paz.Além dos dez países da Asean, também fazem parte do fórum Austrália, Canadá, China, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Estados Unidos, Índia, Japão, Mongólia, Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Paquistão, Rússia, Timor Leste, União Européia e Bangladesh, que participa pela primeira vez. A Asean é formada por Brunei, Birmânia (Mianmar), Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

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