Rice elogia ação dos agentes sírios em ataque à embaixada americana

A secretária de estado americana, Condolezza Rice, agradeceu aos agentes de segurança sírios nesta terça-feira por reprimirem o ataque à embaixada norte-americana em Damasco, mas disse que ainda é muito cedo para saber quem está por trás.Ninguém assumiu a autoria do ataque, mas o embaixador da Síria nos EUA, Imad Moustapha, afirmou que o grupo Jund al-Sham, ligado à Al-Qaeda, é suspeito. Mustapha afirmou que o grupo fundamentalista radical foi acusado de diversos atentados na Síria nos últimos anos. No passado, a administração Bush foi muito crítica em relação a forte controle que o regime do presidente sírio, Bashar Assad, exerce sobre seus cidadãos, mas Rice não especulou se o ataque desta terça-feira pode ser uma indicação de que o controle do regime secular estaria se esvaindo."Acho que ainda é muito cedo para especular porque isso pode ter acontecido", disse Rice. Rice falou em coletiva de imprensa com o ministro do Exterior do Canadá, Peter McCay. Em Washington, o assessor de imprensa da Casa Branca, Tony Snow, agradeceu aos funcionários sírios que ajudaram os americanos após o ataque à embaixada. "Funcionários sírios vieram ajudar os americanos", disse Snow aos repórteres. "O governo dos EUA é grato pela assistência fornecida após os ataques e, mais uma vez, isso ilustra a importância da Síria ser um aliado na luta contra o terrorismo." "Isso não significa que eles sejam aliados. Esperamos que se tornem aliados e façam a escolha de lutar contra os terroristas". Snow disse que a administração não sabe quem é responsável pelo ataque. "Eles estão analisando", afirmou Snow. "Não houve reivindicações da responsabilidade e não tivemos a oportunidade de ir fundo e descobrir. Simplesmente não sabemos." "Foi um incidente sério e os sírios vieram nos assistir", acrescentou.O ataque frustrado Militantes armados islâmicos tentaram atacar a embaixada americana em Damasco usando rifles automáticos, granadas de mão e com ao menos um carro carregado com explosivos, segundo autoridades sírias.Quatro pessoas morreram no ataque, inclusive três dos agressores, e nenhum americano se feriu. Os agressores aparentemente não conseguiram passar pelos altos muros que cercam a embaixada, em uma vizinhança diplomática de Damasco. Mas um dos agentes antiterrorismo sírio morreu durante o ataque, e outras onze pessoas ficaram feridas, inclusive um diplomata chinês, levemente ferido por uma bala perdida, segundo a agência de notícias chinesa. Entre os outros feridos está um policial da embaixada, dois iraquianos e sete trabalhadores de uma oficina próxima, segundo a agência de notícias oficial síria. Testemunhas também disseram ter visto um atirador gritando ``Allah Akbar´´, ou "deus é grande", enquanto tentava jogar granadas por cima do muro da embaixada. Não ficou claro se alguma granada passou pelo muro, que tem cerca de dois metros e meio. Após o ataque, poças de sangue se formaram na calçada do lado de fora da embaixada, junto com um carro queimado aparentemente usado pelos agressores. Houve relatos conflitantes sobre o que aconteceu.A TV síria disse que um carro estava carregado com explosivos, mas não foi detonado pelos agressores. Mas uma testemunha afirmou que um segundo carro explodiu, e a transmissão do local por parte da TV síria mostrava um carro queimado. O ministro do Interior sírio, encarregado da polícia, afirmou que um quarto agressor ficou ferido no incidente, que ele chamou de "ataque terrorista". No relato, transmitido pela TV estatal síria, afirmou que unidades anti-terror colocaram a "situação sob controle", e que investigações já estão em curso.

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