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Rice: Guerras no Afeganistão e Iraque não garantem democracia

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse nesta quarta-feira que as intervenções militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão não garantem que esses países se tornarão democracias estáveis. Mas, segundo ela, vale a pena tentar.Falando para mais de 12 mil pessoas na anual Convenção Batista Sulista, Rice admitiu ser difícil manter o otimismo com a carnificina diária ocorrendo no Iraque.Apesar de a guerra de três anos ser cada vez mais impopular nos Estados Unidos e de a aprovação do presidente George W. Bush ter afundado como resultado, havia pouco sinais de queda de apoio entre a platéia conservadora no imenso salão de convenção onde Rice falou.Ele foi várias vezes ovacionada por sua defesa da continuidade do engajamento dos EUA em todo o mundo. "Estamos em todos os lugares ao lado das pessoas que desejam essas liberdades fundamentais", especialmente no Afeganistão e no Iraque, discursou ela.Apenas nesses dois países, "demos a mais de 55 milhões de pessoas a oportunidade de prosperar em liberdade", disse Rice. "Não é uma garantia de sucesso, mas uma chance".Rice considerou que a imagem de terça-feira do presidente Bush abraçando o novo primeiro-ministro democraticamente eleito do Iraque em Bagdá era uma mostra de que a luta vale a pena.A administração Bush espera que o primeiro-ministro Nouri al-Maliki possa conter a violência e conquistar apoio a seu governo, permitindo uma eventual retirada de tropas americanas do Iraque.O discurso de Rice foi parcialmente uma tentativa de animar a base política republicana de Bush depois de uma série de desapontamentos dos conservadores, o que tem refletido nas pesquisas que colocam os democratas como favoritos para as eleições congressionais de novembro.Rice, filha e neta de pastores presbiterianos, foi apresentada pelo presidente da Convenção Batista Sulista Bobby Welch como "uma mulher de fé que não se envergonha de testemunhar isto".Ela freqüentemente refere-se a Deus e a orações, e apresenta as ações dos EUA no exterior em termos religiosos.Ao deixar o pódio, os participantes da convenção começaram espontaneamente a cantar "God Bless America" (Deus Abençoe os EUA).

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