Rice irá a Israel no domingo, diz jornal

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, visitará Israel neste domingo, segundo fontes de Washington consultadas pelo jornal israelense Haaretz nesta quarta-feira. Porém, acrescentaram as fontes, sua chegada pode ser atrasada caso a situação exija isso.Rice planeja visitar Beirute e Jerusalém, além de se encontrar com ministros do exterior do Egito, da Jordânia e da Arábia Saudita - países que se opõem aos ataques do Hezbollah a Israel.Na terça-feira, os Estados Unidos deram um prazo de uma semana para que Israel acabe com o poderio militar do Hezbollah. Em seguida, segundo fontes entrevistadas pelos jornais The Guardian e The New York Times, forças de paz da ONU seriam enviadas para monitorar as fronteiras do Líbano e evitar que a milícia tenha acesso a mais mísseis.Corredores humanitáriosDo outro lado do Atlântico, o presidente francês, Jacques Chirac, anunciou que enviou um avião com ajuda humanitária para o Líbano e pediu, além de uma trégua das partes, a criação de "corredores humanitários" para o país e para a repatriação de estrangeiros.Após participar de uma reunião sobre a crise com o governo, Chirac disse que "há duas urgências: uma trégua e corredores humanitários no interior do Líbano", para que refugiados e deslocados possam transitar com segurança, e "entre o Líbano e o Chipre", para que possa ser realizada a repatriação de estrangeiros.O presidente afirmou que está preocupado com a situação humanitária do país, por causa dos mortos, dos feridos, dos deslocados e "da situação de insegurança que reina no Líbano", o que "justifica o pedido de ajuda do governo libanês".A França fretou um avião de grande capacidade que viajou nesta quarta-feira para a cidade cipriota de Larnaca "com o que foi pedido pelo governo libanês", como equipamentos para a purificação da água, aparelhos para hospitais e remédios.Após a chegada a Larnaca, a carga será transportada para o Líbano no navio que a França está usando para a repatriação de seus cidadãos.O presidente francês considerou "essencial fazer o gesto indispensável de retorno à paz", que inclui a "libertação dos soldados israelenses" seqüestrados pelo Hamas e pelo Hezbollah, a interrupção do lançamento de foguetes sobre Israel e o "fim dos bombardeios (israelenses) contra o Líbano".Chirac acrescentou que é preciso retomar o diálogo com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e que é necessário aplicar, no Líbano, a resolução 1.559 da ONU, que exige que todas as milícias no país sejam desarmadas e desmanteladas, entre elas o Hezbollah.Para o presidente francês, isso significa que os libaneses devem entender que "não pode haver um Líbano estável se uma parte de seu território estiver ocupado por milícias que não respondem ao governo", em clara alusão ao domínio que o Hezbollah exerce no sul do país, que escapa do controle do Exército libanês.Apoio espanholO ministro das Relações Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, recebeu nesta quarta-feira, em Madri, os membros da Delegação da ONU para o Oriente Médio, liderada por Vijay Nambiar, assessor especial do secretário-geral da ONU, e da qual também fazem parte o enviado especial para o cumprimento da resolução 1559, Terje Roed Larsen, e o representante especial para Oriente Médio, Álvaro de Soto.Os integrantes da delegação pediram às partes em conflito que entrem em acordo sobre o tipo de força multinacional que aceitariam, e destacaram a necessidade urgente de haver países dispostos a oferecer efetivos para esta eventual missão.Em entrevista coletiva após se reunir com a delegação, Moratinos expressou o "pleno apoio" da Espanha a essa missão das Nações Unidas e a uma eventual força multinacional para o Oriente Médio que tenha o apoio do Conselho de Segurança, mas considerou ainda "muito cedo" confirmar ou descartar a participação espanhola nesta possível operação.Nambiar disse que, depois dos contatos que mantiveram com as autoridades dos países da região, os integrantes da delegação da ONU acreditam que os esforços diplomáticos permitirão "articular um marco político" que acabe com o conflito bélico, "porque as vítimas civis são muitos e cada vez há mais destruição".

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