Rice pede que ONU aumente pressão sobre governo de Mugabe

Secretária de Estado americana diz que a crise política do Zimbábue 'é inaceitável' e pede pressão internacional

Efe,

19 de junho de 2008 | 18h20

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu nesta quinta-feira, 19, ao Conselho de Segurança da ONU que aumente a pressão sobre o governo do Zimbábue para que o segundo turno das eleições presidenciais no país seja "livre e justo". Rice fez a declaração a representantes do principal órgão das Nações Unidas em uma mesa-redonda organizada junto ao ministro de Exteriores de Burkina Fasso, Djibril Bassolé. Veja também:Cinco opositores são mortos por milícia de Mugabe, diz oposiçãoPresidente sul-africano chega ao Zimbábue para mediar crise "Escutamos muita preocupação sobre que (no Zimbábue) as atuais condições políticas não permitem a realização de eleições livres e justas", disse a chefe da diplomacia ao fim do encontro. Ela afirmou que os presentes à reunião querem transmitir ao presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, "uma mensagem de preocupação" com a "inaceitável" violência que rodeou a campanha eleitoral e a grave situação humanitária pela qual passa o país. "Não vejo que o presidente Mugabe tenha feito nada que seja de ajuda ao povo do Zimbábue, portanto talvez seja hora de aplicar pressões internacionais", afirmou Rice. Por isso, pediu ao Conselho de Segurança que seus 15 membros se reúnam na próxima semana para debater a crise pela qual passa o Zimbábue antes do pleito de 27 de junho, e adotem medidas para garantir a transparência desse. "É preciso enviar a mensagem firme de que o que está acontecendo no Zimbábue é inaceitável", destacou. O chanceler de Burkina Fasso coincidiu com Rice na preocupação que há nos países africanos com a situação que atravessa o Zimbábue, mas considerou que "ainda não está (na hora) de impor sanções" ao governo de Mugabe. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou esta semana o diplomata Haile Menkerios a Harare, a fim de abordar uma possível assistência internacional na realização do segundo turno, na qual Mugabe espera se reeleger. Menkerios, subsecretário adjunto do departamento de Assuntos Políticos da ONU, deve deixar amanhã a capital zimbabuana e poderia apresentar um relatório na semana que vem ao Conselho de Segurança sobre suas gestões. Washington e outros integrantes do Conselho de Segurança, como o Reino Unido e a França, são partidários de aumentar a pressão sobre Mugabe a partir da ONU, perante o que consideram um aberto desafio do governante do Zimbábue à comunidade internacional. Mas outros membros do principal órgão das Nações Unidas, particularmente África do Sul, consideram que as pressões são contraproducentes e preferem que o caso do Zimbábue se administre em nível regional dentro da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). 

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