Rice pede tempo antes de ´julgamento coerente´ sobre Iraque

Secretária de Estado diz que críticos devem esperar relatório de segurança

Associated Press e Reuters

13 Julho 2007 | 10h30

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu nesta sexta-feira, 13, para os críticos da guerra do Iraque que esperem até setembro para "fazer um julgamento coerente" da administração Bush e do governo iraquiano. A declaração surge no dia seguinte em que a Câmara, controlada pelos democratas, aprovou, por 223 votos a 201, o projeto na esperança de que isso pressione o Senado a também adotar um cronograma para a retirada de tropas na lei de política militar atualmente em debate. O projeto aprovado na quinta-feira exige que o Pentágono comece a retirar as tropas de combate dentro de quatro meses e conclua a operação até 1º de abril de 2008. Pelo projeto, um número não-especificado de soldados ficaria no Iraque para treinar forças locais, realizar operações de contra-terrorismo e proteger diplomatas dos EUA. Esta é a terceira vez neste ano que a Câmara aprova prazos para o fim do envolvimento dos EUA no conflito iniciado em março de 2003. As tentativas anteriores foram barradas no Senado ou vetadas pelo presidente George W. Bush. Rice reconheceu nesta sexta que a administração do primeiro-ministro Nouri Al-Maliki não alcançou "o progresso que gostaríamos". "Mas nós não podemos descartar o progresso que eles já fizeram", argumentou. A secretária afirmou que Bagdá já ruma para a diminuição dos níveis de violência sectária, apontando para "algo que não estava nos planos - a enorme mudança na província de al-Anbar, onde as pessoas estão retomando as ruas". Em um programa de televisão, Rice afirmou: "eu não concordo que deveríamos dar (ao governo de Maliki) uma nota negativa." Segundo ela, a administração iraquiana realizou progressos mas alguns passos não foram cumpridos, principalmente no tocante á segurança. "Vamos olhar para o cenário como um todo", afirmou. "Quase nunca é possível cumprir passo por passo, meta por meta... Temos que aguardar o relatório geral de todos os aspectos que o general das Forças Armadas David Petraeus e o embaixador Ryan Crocker reportarão em setembro." Com partes reveladas na última quinta-feira, o relatório preliminar sobre o Iraque afirma que a rede terrorista Al-Qaeda tem se recuperado desde que as forças lideradas pelos EUA expulsaram seus agentes do Afeganistão no final de 2001. Para minimizar uma "iminente ameaça" terrorista, o presidente Bush insistiu que a Al-Qaeda não seja hoje tão forte quanto era antes dos ataques de 11 de setembro de 2001. "Devido às providências que tomamos, a Al-Qaeda é mais fraca hoje do que seria". "Eles ainda são uma ameaça. Ainda são perigosos e é por isso que é importante que tenhamos sucesso no Afeganistão, no Iraque e em qualquer outro lugar onde os encontrarmos", disse Bush na entrevista coletiva, dominada pela divulgação de um relatório preliminar sobre o progresso da guerra no Iraque.

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