Rice reitera ameaça de novas sanções ao Irã

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, ameaçou o Irã com mais sanções se a república islâmica não der uma resposta adequada à última oferta das seis potências nucleares - Alemanha, China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia - para que Teerã congele seu programa de enriquecimento de urânio. "O Irã pode encontrar uma saída, se o desejar, mas nós vamos buscar seriamente sanções se eles não o fizerem", disse Rice ao Yahoo! News e à revista online ''The Político''."Nós temos que esperar que haja pessoas razoáveis no Irã que vêem que esta não é uma forma de administrar um país", disse Rice. A última resposta de Teerã ao pedido de que o programa de enriquecimento de urânio seja congelado, em troca de incentivos ao comércio e tecnologia do Ocidente ao país, "não é realmente uma resposta séria", disse Condoleezza. Ontem, diplomatas dos seis países discutiram a questão em teleconferência com o chefe de política externa da União Européia (UE), Javier Solana.Na entrevista, Rice disse que os EUA não vêem o Irã como "um inimigo permanente" e que Washington tem sido "bastante duro com eles" ao apoiar três séries de sanções das Nações Unidas contra Teerã. "Eles devem sentir que o tempo está se esgotando há muito", disse Rice. "Quando se tem problemas para que os bancos entrem, para receber investimentos, quando os créditos para exportação vindos do restante do mundo estão diminuindo, quando se tem inflação disparando, o tempo está se esgotando", disse Rice.Ontem, a Grã-Bretanha e os EUA disseram que os seis países agora "não têm escolha" senão buscar novas sanções na ONU depois que o Irã não deu "uma clara resposta positiva" às suas demandas. Os dois governos disseram que os seis países estão de acordo que uma resolução com novas sanções deve ser discutidas no Conselho de Segurança da ONU.Hoje, o vice-diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Olli Heinonen, desembarcou em Teerã para conversar com autoridades da república islâmica sobre o programa nuclear do país. Ele ficará no Irã por dois dias, mas não há detalhes disponíveis sobre o que será discutido. As informações são da agência Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.