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Rice: terroristas canadenses não planejavam ataque contra EUA

A secretária de Estado americana Condoleezza afirmou neste domingo que não ha indícios de que os 17 supostos terroristas presos durante uma megaoperação no Canadá estariam planejando um ataque contra os Estados Unidos. "Certamente não acreditamos que exista alguma ligação com os Estados Unidos, mas obviamente iremos acompanhar o caso", disse Rice durante o programa Face the Nation, na CBS.A secretária descreveu como excelente a cooperação entre os Estados Unidos e o Canadá na luta contra o terrorismo. "Acho que teremos todas as informações de que precisarmos", afirmou. Ela parabenizou o governo canadense pelo êxito da operação. "Obviamente é um grande sucesso para os canadenses."Agentes de segurança do Canadá afirmam ter impedido um ataque terrorista ao prenderem os suspeitos, que pretendiam realizar ataques contra alvos do governo aparentemente inspirados pela Al-Qaeda. Agentes da Polícia Armada Real do Canadá se fizeram passar por comerciantes de produtos químicos para prender os suspeitos. Durante a operação, realizada no sábado em Toronto, os policiais "venderam" três toneladas do fertilizante nitrato de amônia para os supostos terroristas. Após o fechamento do negócio, os agentes realizaram as prisões, segundo informou o jornal Toronto Star.Investigadores, que haviam descoberto o plano do grupo de construir uma bomba, controlaram a venda e o transporte do fertilizante, que pode ser misturado com óleo para a produção de explosivos. As prisõesCinco dos 17 suspeitos presos durante as operações são menores de 18 anos, e o restante têm idades entre 19 e 42 anos. Todos eram cidadãos residentes no Canadá.Uma fonte do governo canadense afirmou que outros mandados de prisão serão executados possivelmente ainda esta semana. O FBI afirma que os suspeitos canadenses podem ter tido "contato limitado" com dois homens presos recentemente no Estado americano da Georgia, sob acusações de terrorismo. A megaoperação que envolveu cerca de 100 agentes foi amplamente divulgada e precedeu uma série de atos de vandalismo contra mesquitas em Toronto, segundo denúncias de líderes da comunidade muçulmana na cidade. Desde que as prisões foram anunciadas, os líderes afirmam que receberam ameaças de morte por e-mail.

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