Ricos agirão para estimular crescimento, diz G-7

Os ministros das finanças e presidentes dos bancos centrais do Grupo dos Sete (G-7)reconheceram ontem que os ataques terroristas de 11 de setembro passado aumentaram as incertezas e podem adiar a retomada do crescimento das economias americana, européia e japonesa, que vinham enfrentando os efeitos de uma rara desaceleração simultânea antes dos devastadores atentados contra o World Trade Center e o Pentágono. Mas eles se manifestaram confiantes nas perspectivas das economias líderes e declararam que estão prontos a agir de forma coordenada para estimular o crescimento. "Estamos fortemente comprometidos a tomar as medidas necessárias para aumentar o crescimento econômico e preservar a saúde dos mercados financeiros", afirmaram os ministros dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Canadá, num comunicado distribuído depois de seis horas de reunião no departamento do Tesouro. Eles disseram também que acompanharão de perto os mercados de câmbio e intervirão quando acharem apropriado. Com o Japão estagnado e a Europa limitada em sua capacidade de estimular a economia por restrições fiscais de sua política econômica comum, não está claro como os países coordenarão sua ações. Os sete países comprometeram-se também a "trabalhar juntos para produzir reaultados reais no combate ao flagelo do financimento do terrorismo". Com esse objetivo, o G-7 propôs a mobilização da principal agência internacional de combate à lavagem de dinheiro, a Força Tarefa de Ação Financeira (FATF), sediada em Paris, para a campanha contra a rede terrorista Al Qaeda, do dissidente saudita Osama bin Laden, que os EUA acusa de ter comandado os ataques de 11 de setembro. Com 29 países membros, entre eles o Brasil, a FATF marcou reunião plenária para os próximos dia 29 e 30, em Washington, para discutir iniciativas de combate ao financimento do terrorismo. O G-7 também conclamou pediu ao Fundo Monetário Internacional (FMI)para entrar na guerra contra o terrorismo vigiando mais de perto os países que operam como paraísos fiscais para capitais externos. "Conclamamos o FMI a acelerar seus esforços, em estreita relação com o Foro de Estabilidade Financeira, para avaliar a qualidade da supervisão nos centros financeiros offshore e fornecer a assistência técnica necessária para reforçar sua integridade", disseram os ministros. Como esperado, o grupo reafirmou seu apoio ao lançamento de uma nova rodada global de negociações comerciais na reunião ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC), no mês que vem, no emirado de Catar, no Golfo Pérsico. O G-7 disse que os países mais pobres poderão sofrer em conseqüência dos ataques terroristas, mas afirmou que as nações ricas estão prontas a agir para tentar neutralizar tais efeitos.

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