Fairfax New Zealand/Reuters
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Risco de explosão atrasa resgate na Nova Zelândia

Gases tóxicos e inflamáveis podem provocar novo acidente; estão desaparecidos 29 mineiros

Efe,

20 de novembro de 2010 | 04h14

SYDNEY - Os serviços de emergência aguardam neste sábado, 20, a confirmação de que não há perigo de gases tóxicos ou inflamáveis para iniciar os trabalhos de resgate dos 29 mineradores presos na Nova Zelândia, informou a Polícia.

 

A polícia disse "estar confiante" de que os mineiros serão encontrados vivos e o primeiro-ministro neo-zelandês, John Key, afirmou que tirar os trabalhadores da mina de carvão Pike River é sua prioridade número um.

 

Por enquanto, estão sendo analisadas mostras do ar de dentro da galeria para estabelecer se é seguro entrar nela, explicou o comandante Gary Knowles, que indicou que as equipes de resgate devem descer à mina nas próximas 24 horas.

 

"Não podemos entrar na galeria no momento. Não vou pôr mais gente em risco", disse o chefe da unidade que tentará resgatar os trabalhadores, com quem não é possível estabelecer contato desde a tarde de sexta-feira, quando houve a explosão na jazida de Atarau, na ilha Sul da Nova Zelândia.

 

As autoridades acreditam que todos os 29 mineradores possam ser resgatados com vida, embora o prefeito da localidade de Greymouth, Tony Kokshoorn, reconheça que "a cada hora que passa é mais difícil". Os 29 trabalhadores presos têm entre 17 e 62 anos de idade e há entre eles três britânicos e dois australianos.

 

Acredita-se que os mineradores estejam a 150 metros da superfície, mas a 2,5 quilômetros da entrada da mina, sob um túnel que passa embaixo da cordilheira de Paparoa e vai até as jazidas de carvão, de propriedade da companhia Pike River.

 

O chefe-executivo da Pike River, Peter Whittall, informou que está sendo feito o bombeamento de ar fresco para dentro da galeria e que é possível que os mineiros tenham encontrado um refúgio em algum lugar da mesma.

 

Algumas horas depois da explosão, dois trabalhadores conseguiram deixar a mina por forças próprias e indicaram que outros três companheiros estavam a caminho, o que não se confirmou.

 

O premiê do país disse que seu governo está fazendo o possível para garantir que "esses 29 homens corajosos sejam retirados da mina inteiros".

"Este é um momento de extrema ansiedade para as famílias e para os mineiros. (...) A grande questão é equilibrar o resgate dos mineiros com a segurança daqueles que estiverem realizando a operação. É um momento difícil, mas estamos determinados a tirá-los de lá vivos."

 

Notícia atualizada às 8h.

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