Dmitry Kostyukov/The New York Times
Dmitry Kostyukov/The New York Times

Risco de Notre Dame cair foi maior do que o informado por autoridades, diz jornal

‘New York Times’ afirma que coragem dos bombeiros permitiu que catedral de 850 anos fosse salva 

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2019 | 21h34

PARIS - A Catedral de Notre Dame esteve mais perto de ser totalmente destruída do que o informado pelas autoridades, segundo reportagem do jornal The New York Times, que afirma ter tido acesso a diversos depoimentos e documentos sobre o incêndio. O jornal diz que a coragem dos bombeiros, especialmente durante a terceira e a quarta hora da operação para controlar o fogo, permitiu que o monumento de 850 anos fosse salvo.

Quando as equipes do Corpo de Bombeiros chegaram à catedral, por volta das 19 horas em Paris, o monumento já estava quase tomado pelas chamas. As equipes decidiram, então, focar na torre norte, onde temia-se que vários dos sinos despencassem das vigas. O impacto poderia fazer a catedral desmoronar completamente.

“Estava claro neste momento que alguns bombeiros estavam entrando na catedral sem saber se iam sair”, disse Ariel Weil, responsável pelo quarto distrito de Paris, onde fica a Notre Dame.

Até o momento não se sabe o que causou o incêndio. As investigações apontam duas hipóteses: um curto-circuito ou bitucas de cigarros encontradas em andaimes na cobertura da catedral, que passava por uma reforma. A complexidade do sistema de proteção contra incêndios foi outro dos problemas registrados pelos peritos.

Seguranças da Catedral de Notre Dame também demoraram 30 minutos para acionar o Corpo de Bombeiros após receberem o primeiro alerta sobre o incêndio, ocorrido em 15 de abril. Segundo o Times, não se sabe se houve uma confusão na interpretação dos dados do painel de controle ou um equívoco do segurança ao interpretar o alerta. 

Na terça-feira, a Assembleia Nacional da França aprovou o projeto de lei sobre a restauração e conservação do templo. O projeto pretende cumprir o ambicioso objetivo do presidente francês, Emmanuel Macron, de restaurar a catedral em cinco anos. Ele determina o marco das obras de restauração e prevê a constituição de um comitê para assegurar a gestão correta das doações. / NYT e EFE 

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