Risco político na Turquia permanece alto, diz Fitch

Agência afirmou que eleição presidencial não conclui o atual ciclo político do país; eleições parlamentares ocorrem em junho de 2015

Sergio Caldas, Agência Estado

11 de agosto de 2014 | 08h56

A vitória de Recep Tayyip Erdogan no primeiro turno da eleição presidencial da Turquia pouco contribui para melhorar o risco político do perfil de crédito soberano do país, segundo avaliação da Fitch.

"O resultado evita um segundo turno e confirma a posição pessoal de Erdogan diante de grande parte do eleitorado. Mas o risco político vai pesar nos ratings da Turquia por meio de seus efeitos potenciais de desencorajar as entradas de capital e reduzir a previsibilidade das políticas", afirmou a agência de classificação de risco.

Segundo a Fitch, a eleição presidencial não conclui o atual ciclo político, uma vez que a Turquia ainda realizará eleições parlamentares até junho de 2015. "Em vista dos protestos contra o governo no verão passado, em resposta a tendências de Erdogan percebidas como autoritárias, a tensão política deverá continuar alta à medida que Erdogan buscar ampliar os poderes da presidência," disse a agência.

Erdogan vai assumir como presidente após servir como primeiro-ministro nos últimos 11 anos, e após o bom desempenho de seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco) em eleições locais ocorridas em março. Na visão da Fitch, porém, a continuidade não elimina os transtornos políticos e sociais, que têm sido elevados desde uma série de protestos realizada no ano passado e o estouro de um escândalo de corrupção.

"Nós esperamos que o risco político continue sendo um fator de fraqueza para o crédito que pode levar a uma ação negativa de rating, caso afete adversamente a eficácia do governo e a previsibilidade das políticas", comentou a Fitch.

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