Rivais árabes disputam influência sobre o Cairo

CENÁRIO: Robert F. Worth / NYT

É JORNALISTA, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2013 | 02h04

Duas das monarquias mais ricas do Golfo Pérsico prometeram US$ 8 bilhões em dinheiro vivo e empréstimos ao Egito, na terça-feira, uma decisão centrada não somente em amparar um governo de transição abalado, mas também em solapar os rivais islamistas e fortalecer aliados num Oriente Médio tumultuado.

O robusto pacote de ajuda financeira anunciado por Arábia Saudita e Emirados Árabes veio um dia depois de militares egípcios matarem dezenas de membros da Irmandade Muçulmana que protestavam contra a deposição do presidente islamista Mohamed Morsi, na semana passada. O pacote salientou uma contínua disputa regional por influência entre Arábia Saudita e Catar, que se intensificou desde que as sublevações árabes subverteram o status quo e trouxeram islamistas ao poder.

O Catar, com a Turquia, deu forte apoio financeiro e diplomático à Irmandade, mas também a outros islamistas que operavam nos campos de batalha da Síria, e, antes disso, da Líbia. A Arábia Saudita e os Emirados tentaram restaurar a velha ordem autoritária por temor de que os movimentos islamistas e apelos à democracia pudessem desestabilizar seus próprios países. A promessa de prover tanta ajuda também ressaltou os limites da influência americana: os EUA dão ao Egito US$ 1,5 bilhão por ano, uma fração do que os Estados do Golfo prometem. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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