Rivais de Humala advertem a violência que rodeia o candidato

O candidato presidencial peruano pelo partido União pelo Peru, Ollanta Humala, é apontado como suspeito pelo assassinato de um dirigente do partido. O ex-presidente (1985-1990) e candidato pelo Partido Aprista Peruano, Alan García, declarou que "seria muito grave se retrocedermos a um espécie de terrorismo institucional no país", se referindo às acusações feitas a Humala. García defende uma investigação profunda do caso, para que não se deixe dúvidas sobre as intenções do candidato. Humala nega todas as acusações, alegando haver uma "conspiração" contra sua campanha. Ainda assim, Lourdes Flores, candidata da aliança Unidade Nacional, disse que os eventos e as brigas interiores do partido de Humala para designar os candidatos ao congresso "são sinais precursores de uma decomposição que todos sentirão" em um possível governo nacionalista.O candidato à vice-presidência pelo partido oficialista Peru Possível, Carlos Bruce, declarou que não se deve estranhar a denúncia contra Humala, devido a toda "uma história de violência" vinculada ao candidato.Quando ainda era comandante do exército peruano, em 2000, Humala participou de um levante militar contra o então presidente Alberto Fujimori (1990-2000), acusado de corrupção. A antecipou o fim do governo de Fujimori.Humala disse também que tem conhecimento de que ainda aparecerão outros vídeos que o tentarão vincular ao narcotráfico e desacreditar sua esposa e principal conselheira, Nadine Heredia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.