'Rivais' dos EUA, Irã e Síria parabenizam Obama

Em um raro comentário positivo sobre os Estados Unidos, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, parabenizou hoje o presidente eleito norte-americano Barack Obama, por sua eleição, segundo a agência estatal Irna. "Eu congratulo você por conseguir atrair a maioria dos votos dos participantes da eleição", disse Ahmadinejad segundo a agência. O jornal estatal sírio Al-Thawra também saudou a vitória de Obama e disse que o país está pronto para um diálogo com o novo líder dos EUA. O Irã já sofreu sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por seu programa nuclear. Apesar de o governo iraniano argumentar que tem apenas fins pacíficos como a produção de energia, os Estados Unidos e outros países afirmam que a intenção de Teerã é produzir armas nucleares.Já na Síria, o diário Al-Thawra informou que o país está pronto para um diálogo sério com o novo líder, que assume no dia 20 de janeiro. O jornal disse ainda que Obama "inspirou" pessoas pelo mundo e que o povo norte-americano deveria ser cumprimentado pela escolha. O cumprimento sírio também é uma rara troca de elogios entre países que mantêm uma relação tensa, que aumentou no mês passado, quando um ataque norte-americano em território sírio matou oito civis, segundo o país do Oriente Médio. Os Estados Unidos argumentam que o ataque foi contra um líder da Al-Qaeda. HamasO Hamas, que controla a Faixa de Gaza, também expressou hoje seu desejo de dialogar com o presidente eleito dos EUA. "Nós estamos prontos para um diálogo sério com o novo presidente dos EUA", disse Ismail Haniye, que controla o governo do Hamas no território palestino. "Nós esperamos que o novo presidente dos EUA aprenderá com os erros das administrações anteriores e desistirá de sua política enviesada em prol de Israel", afirmou Haniye a jornalistas durante uma visita a um hospital de Gaza.Os EUA, a União Européia e Israel consideram o Hamas uma organização terrorista. O movimento islâmico tomou à força o poder em Gaza em junho de 2007, após expulsar as forças do laico Fatah, do presidente Mahmoud Abbas. Com informações da Dow Jones.

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