Rival de Putin, magnata russo é condenado por corrupção

Rival de Putin, magnata russo é condenado por corrupção

Mikhail Khodorkovsky, que cumpre pena por evasão fiscal, é condenado por enriquecimento ilícito

BBC Brasil, BBC

27 de dezembro de 2010 | 08h27

MOSCOU - O ex-magnata russo Mikhail Khodorkovsky foi considerado culpado das acusações de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro por um tribunal em Moscou nesta segunda-feira, segundo agências de notícia russas.

Este é o segundo julgamento de Khodorkovsky, que cumpre pena de oito anos por fraude e evasão de impostos.

Seus simpatizantes dizem que as acusações são motivadas por razões políticas.

Khodorkosky, que chegou a ser tido como o homem mais rico da Rússia, entrou em rota de colisão com o ex-presidente e atual premiê russo Vladimir Putin por financiar partidos de oposição.

Prisão estendida

O ex-magnata, de 47 anos, foi preso em 2003 e deveria ser libertado no ano que vem, mas a nova condenação pode mantê-lo na prisão até 2017.

Neste novo caso, Khodorkovsky e seu sócio Platon Lebedev são acusados de roubar centenas de milhões de toneladas de petróleo de sua própria empresa, a Yukos, e de lavar o dinheiro proveniente do roubo entre 1998 e 2003.

Os acusados foram levados ao tribunal algemados e escoltados por policiais armados.

Centenas de manifestantes protestavam do lado de fora pedindo liberdade e dizendo "Coloquem Putin (primeiro-ministro russo) na cadeia!". A polícia realizou várias prisões.

Protestos

Khodorkovski rechaçou as acusações e disse que um Estado que destrói suas melhores empresas e confia apenas na burocracia e no serviço secreto é um Estado doente.

Muitos críticos acreditam que o governo quer manter o ex-magnata atrás das grades pelo maior tempo possível porque ele desafiou o primeiro-ministro Vladimir Putin financiando a oposição.

Em uma entrevista televisada na semana passada, Putin se referiu a Khodorkovsky dizendo que "um ladrão tem que ficar na prisão".

Os advogados do ex-magnata disseram que as declarações de Putin "dissiparam qualquer dúvida sobre quem pressiona o tribunal" e afirmaram que os comentários poderiam ajudar num apelo caso o veredicto considerasse Khodorkovsky culpado.

 

 

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