Rival do presidente do Zimbábue é proibido de viajar

Tsvangirai é detido no aeroporto antes de embarcar para a África do Sul e tem passaporte recolhido

Efe e Reuters,

14 de agosto de 2008 | 09h50

O líder opositor do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, foi brevemente detido nesta quinta-feira, 14, no aeroporto de Harare, e teve seu passaporte e documentos de viagem confiscados, segundo afirmou o partido opositor nesta quinta-feira, 14. O incidente aconteceu no mesmo dia em que Tsvangirai afirmou aos jornalistas que as conversas para a formação de um governo compartilhado com o presidente Robert Mugabe seriam retomadas.  Segundo o Movimento para a Mudança Democrática (MDC, sigla em inglês), Tsvangirai foi detido com Tendai Biti, considerado o número dois do partido, e com o secretário de relações internacionais do MDC, Eliphas Mukonoweshuro. Eles seguiriam para a África do Sul, onde participariam de um encontro da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), depois que as conversas para a divisão do poder no país foram interrompidas. Após o incidente, um oficial do MDC declarou que os documentos foram devolvidos e que Tsvangirai deverá viajar por volta das 6 horas, no horário local. Ainda no aeroporto, Tsvangirai afirmou que as negociações não dever ser julgadas pelo seu congelamento por um tema, agregando que sempre haverão pessoas que romperão com esse ponto morto. Questionado se ainda era otimista sobre um acordo, Tsvangirai disse: "sim, é claro, não temos a nossa independência depois de tantas conversas?" O líder opositor derrotou o presidente Mugabe nas eleições, mas não obteve uma maioria direta de mais de 50% dos votos, o que levou a um segundo turno, do qual Tsvangirai se retirou devido aos ataques a seus seguidores por parte de milícias leais a Mugabe. Mugabe, Tsvangirai e Arthur Mutambara, que dirige a facção minoritária do MDC, se reuniram durante os últimos três dias em um hotel no centro de Harare para tentar chegar a um consenso sobre a formação de um governo de unidade que permita pôr fim à crise. Na terça-feira, Tsvangirai foi o primeiro a sair da reunião, com expressão irritada e sem fazer declarações aos jornalistas. No entanto, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, que atua como mediador entre as partes por incumbência da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), disse nesta quarta antes de deixar o Zimbábue que as negociações só foram adiadas para dar tempo a Tsvangirai a "refletir sobre um ponto com o qual não concorda." (Matéria atualizada às 15h55) 

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