Robert Mugabe abandonou seu povo, diz embaixador americano

Para James McGee, 'tarefa de cuidar dos zimbabuanos que sofrem ficou nas mãos da comunidade internacional'

Efe,

12 de dezembro de 2008 | 17h47

O embaixador americano no Zimbábue, James McGee, acusou o regime do presidente Robert Mugabe de "abdicar de sua responsabilidade básica de proteger o povo zimbabuano", em um momento em que o país enfrenta uma crise humanitária de enormes proporções. Em carta publicada nesta sexta-feira, 12, pela revista The Zimbabwe Independent, McGee afirma que a comunidade internacional assumiu o papel do chefe de Estado de cuidar os zimbabuanos afetados pela fome e por doenças.   Veja também: Fim da cólera 'decretado' por Mugabe era sarcasmo, diz jornal   "Os governos estão presentes para proteger e atender as necessidades de seus cidadãos. O atual regime abdicou em grande medida desta responsabilidade, e a tarefa de cuidar dos muitos zimbabuanos que sofrem ficou nas mãos da comunidade internacional", diz diplomata americano.   McGee se encontra em Washington, onde afirmou nesta sexta que "Robert Mugabe e seus camaradas seqüestraram o Zimbábue, país que está degenerando rapidamente em e se transformando em um Estado fracassado". "Esta na hora de Mugabe sair. Sua função no Zimbábue acabou", declarou McGee no Departamento de Estado americano.   Na carta publicada pelo Zimbabwe Independent, o embaixador assinala que os EUA fornecem atualmente US$ 211 milhões ao Zimbábue através de ONGs e do Programa Mundial da Alimentação. Este montante representa cerca de 70% de toda a assistência alimentícia de emergência distribuída no Zimbábue. O diplomata americano sustenta que os problemas do Zimbábue são resultado direto de "um regime ilegítimo que se agarra ao poder até quando foi derrotado nas eleições gerais", como em março.   "No dia 29 de março, os cidadãos do Zimbábue votaram de maneira decisiva para mudar seus lideres. Exigiram um Governo melhor, mas essa reivindicação foi ignorada pelos perdedores dessas eleições, e é por isso que o Presidente George W. Bush qualifica de ilegítimo este regime", conclui a nota.

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