Robô que pousou em cometa pode ter de voltar antes

O robô Philae foi para próximo de uma colina que está bloqueando a chegada da luz solar aos painéis solares do artefato, informaram cientistas nesta quinta-feira. O robô está estável e seus instrumentos científicos começaram a coleta de dados para enviá-los para Terra, incluindo as primeiras imagens tiradas da superfície de um cometa. O problema é que sua vida útil pode ser mais curta do que o esperado.

Estadão Conteúdo

13 Novembro 2014 | 21h49

A estimativa é que a bateria primária de Philae dure um ou dois dias e cientistas estão considerando realizar manobras acrobáticas arriscadas para tirar os painéis solares das sombras, de modo que possam manter o robô por mais alguns meses.

Antes de decidir se tentar ajustar a posição do robô, cientistas vão passar um ou dois dias coletando a maior quantidade de dados possível enquanto a bateria primária ainda tem energia. Os painéis solares foram projetados para fornecer uma hora extra de vida último a cada dia, mas isso não é possível no momento.

"Percebemos que temos menos energia do que planejamos", disse Koen Geurts, da equipe da missão. "Isso, obviamente, tem um impacto na nossa capacidade de conduzir a ciência por um período extenso de tempo."

O robô é o primeiro artefato a pousar no cometa conhecido como 67P/Churyumov-Gerasimenko, após uma jornada de uma década e 6,4 bilhões de quilômetros pelo espaço a bordo da sonda espacial Rosetta. Fonte: Associated Press.

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