Rohani diz estar aberto ao diálogo com os EUA sobre programa nuclear

Presidente criticou as sanções internacionais contra seu país e afirmou que o Irã não é uma ameaça

O Estado de S. Paulo,

24 de setembro de 2013 | 18h40

NAÇÕES UNIDAS - O presidente do Irã, Hassan Rohani, voltou a afirmar nesta terça-feira, 24, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU, que o programa nuclear de Teerã tem fins pacíficos. "Armas nucleares não têm espaço na doutrina de Defesa e Segurança do Irã."

Rohani disse que está aberto ao diálogo com os Estados Unidos para "resolver as diferenças" entre os países e espera "ouvir uma voz consciente de Washington". Defendendo a moderação em detrimento do extremismo, o presidente afirmou que a ameaça supostamente representada por seu país é "fruto de imaginação". "O Irã não é representa uma ameaça ao mundo."

Rohani afirmou ainda que o Irã está pronto para continuar as negociações nucleares, mas sob determinadas condições e condenou as sanções internacionais contra o país. "Essas sanções são simplesmente violentas". "Os obstáculos podem ser superados por meio do diálogo e moderação, rejeitando a violência", acrescentou.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse ter sido encorajado pelo tom mais moderado de Rohani a buscar um acordo nuclear com Teerã e defendeu a diplomacia para lidar com o impasse. "O caminho da diplomacia precisa ser testado...Mas as palavras de conciliação têm de ser acompanhadas de ações transparentes e verificáveis", afirmou Obama.

Reunião. O encontro que poderia ocorrer entre Obama e Rohani em Nova York nesta terça-feira não aconteceu. A reunião seria simbolicamente importante por representar o primeiro contato pessoal entre chefes de governo dos dois países desde a Revolução Islâmica iraniana de 1979.

"Não haverá reunião", disse uma fonte americana de alto escalão. "Sinalizamos que os líderes poderiam ter uma discussão às margens (da Assembleia-Geral) se a oportunidade se apresentasse. Os iranianos nos responderam. Ficou claro que seria muito complicado para eles fazer isto neste momento, por causa da sua própria dinâmica doméstica."/ AP e REUTERS

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