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Rohani encerra viagem a Paris com debate sobre a Síria

Apesar de retomada das relações entre Paris e Teerã, divergência sobre futuro de Bashar Assad se mantém

Andrei Netto, CORRESPONDENTE / PARIS

28 Janeiro 2016 | 20h35

PARIS - Mais de 30 acordos econômicos e culturais - e um grande desacordo político. Esse foi o saldo da visita de dois dias do presidente do Irã, Hassan Rohani, a Paris, encerrada ontem. Em reunião no Palácio do Eliseu com o presidente da França, François Hollande, os dois discutiram a guerra na Síria e as perspectivas de um acordo de paz, mas persistiram em uma divergência essencial: o futuro de Bashar Assad. Enquanto Paris insiste em exigir a saída do presidente sírio, Teerã mantém seu apoio incondicional a ele.

Ainda pela manhã, Rohani encontrou-se com o primeiro-ministro da França, Manuel Valls. Em frente a uma plateia de empresários, o iraniano lançou uma mensagem de aproximação. “Estamos prontos a virar a página para uma nova relação entre nossos países”, afirmou. “Esqueçamos os rancores.”

Com o fim progressivo das sanções contra seu país, Rohani se lançou às compras e a uma operação envolvendo grandes multinacionais, convidadas a se instalar no país. Mais de 30 contratos foram firmados, com um potencial de negócios de até € 15 bilhões, além de um entendimento entre a Airbus e companhias aéreas iranianas para a aquisição de 118 aviões. 

Além da Airbus, a companhia petroleira francesa Total acertou a compra de petróleo bruto iraniano, enquanto as empreiteiras Bouygues e Vinci farão projetos para as construções dos aeroportos de Teerã, de Mashhad e Isfahan. Já as montadoras PSA - Peugeot-Citroën - e Renault informaram a intenção de construir fábricas.

Ativistas protestaram na capital francesa contra o presidente iraniano, mas não houve distúrbios ou interrupção da agenda de Rohani.

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