Rohani: Irã não discutirá direito de enriquecer urânio

O novo presidente do Irã, Hassan Rohani, reiterou hoje que seu país está aberto à discussão dos detalhes de suas atividades nucleares durante as negociações com Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia e afirmou que as usinas do país permanecerão abertas às inspeções da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele enfatizou, no entanto, que o direito de enriquecer urânio com fins pacíficos não é negociável.

AE, Agência Estado

02 de outubro de 2013 | 14h21

"O direito de enriquecer urânio não é negociável, mas devemos ingressar nas negociações para ver o que outro lado tem a nos propor em relação aos detalhes", declarou o chefe de governo iraniano durante reunião de gabinete realizada hoje.

O enriquecimento de urânio é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas.

Os Estados Unidos e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico.

O Irã, por sua vez, nega ter a intenção de desenvolver a bomba atômica e sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, como a geração de energia elétrica e o desenvolvimento de isótopos medicinais, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário. Fonte: Associated Press.

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